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Ano VII, nº 44, julho de 2008
Exército mata nas favelas
Estado criminoso sem máscara
capa
  • Exército sequestra, tortura e entrega três jovens a assassinos no Rio de Janeiro
  • Episódio revela a que grau chegou a criminalização da pobreza no país
  • População explode em revolta contra os militares e pára a cidade
  • Só depois da tragédia o Exército foi retirado do morro da Providência
  • Exército que ocupa o Haiti não é diferente da polícia quando se trata de aterrorizar os pobres
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A fraude das eleições

O momento eleitoral demonstra a irreversibilidade do  apodrecimento do velho e decrépito Estado brasileiro. Os escândalos nas esferas municipais, estaduais e fede-ral do Executivo são mais de mil, enquanto pesquisas denunciam que, no Senado Federal, 38% de seus componentes res-pondem a processo judicial por delitos graves. Na Câmara, 35%. A justiça eleitoral induz a juventude ao voto em outubro, mas silencia diante da campanha eleitoreira de Luiz Inácio, percorrendo o Brasil para praguejar contra a legislação que o impede de manipular o PAC e chantagear o povo com esmolas e pequenas obras e beneficiando os bancos, o latifúndio, e os monopólios transnacionais.  

Podridão nas alturas

A compra da Varig pela Gol é um passo para a desnacionalização do transporte aéreo. A gerência FMI-PT pretende introduzir em breve uma "política de céus abertos", dando de bandeja o mercado brasileiro às empresas estrangeiras e destruindo a aviação nacional. Sob a coordenação de Dilma Roussef, o Planalto acelera a tramitação, no Congresso, de pelo menos quatro projetos para facilitar a alienação do setor, inclusive com "privatização" da Infraero.

 

Os poderes da traição

Os parlamentares brasileiros são recordistas na formulação de propostas legislativas, se esmerando em aumentar o raio da repressão, transferir recursos públicos ao latifúndio, etc. Descaradamente, apresentam projetos para realizar os maiores sonhos do patronato, como a extinção da contribuição à seguridade social, e instituição de cobrança de mensalidades nas universidades públicas, o que beneficia os bancos.


Cúpula de Lima:
Entreguismo e submissão 

Muito falatório demagogo e pouca — a rigor, nenhuma — defesa dos interesses nacionais perante o poder europeu, este é o verdadeiro balanço da 5ª Cúpula da América Latina, Caribe e União Européia, realizada no Peru, em maio. Sob o manto da diplomacia, repetiu-se a formação de quadrilha, com Luiz Inácio, Morales, Bachelet, Chávez e companhia avalizando a corrida imperialista na América Latina.

 

Donos do poder se reúnem

Financiada pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), nova edição do Fórum Nacional realizou-se no BNDES, reunindo entidades patronais dominadas pelo capital transnacional e associado, além de monopólios. Mantendo o papel de trincheira ideológica liberal-conservadora e instância de articulação das classes dominantes, o Forum Nacional recebeu a prestação de contas do gerente e alguns subgerentes do Estado brasileiro.

Vanja Orico

http://anovademocracia.com.br/44/capa3.jpgA cultura popular é perene

Vanja Orico lança seu novo trabalho musical, Mexe com o Corpo, que foi apresentado no SESC-Tijuca, Rio de Janeiro, juntamente com o documentário Vanja vai, Vanja vem, de Luis Carlos Prestes Filho e Adolfo Ro-senthal. O filme retrata toda a carreira artística e mi-litante de Vanja, uma porta-voz da resistência da cultura nacional, espontânea e perene. Ela é taxativa ao dizer que só teremos preponderância sobre os enlatados ianques se preservarmos nossas raízes. “No âmbito político, sempre briguei por um país livre, advertindo que somos todos brasileiros”, diz Vanja.

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Nesta edição

Adolfo Mariano da Costa
Adriano Benayon
Ataulpho Alves Júnior
Elizabeth Palmeiro
Enrique Chiappa
Fausto Arruda
Henrique Júdice Magalhães
Hugo R. C. Souza
José W. Bautista Vidal
Marcelo Salles
Nilson Chaves
Nilson Dalledone
Rômulo Radicchi
Rosana Bond
Teresa Cristina
Vanja Orico
Wilson Enríques
Wladimir I. Lênin

 

Teresa Cristina e o melhor do samba

http://anovademocracia.com.br/44/capa2.jpgNascida na Vila da Penha, um dos berços do melhor samba/choro carioca, a cantora Teresa Cristina não dava muita importância ao samba até a adolescência. Ao encontrar uma gravação do grande mestre Candeia — Samba de Roda — , descartou os modismos importados e se transformou em grande intérprete da música brasileira. Está come-morando 10 anos de ininterrupto sucesso, cantando com o grupo Semente os sucessos próprios, de Paulinho da Viola, e de outros grandes mestres.

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