| Ano VIII, nº 62, fevereiro de 2010 |
O povo brasileiro e a memória dos que tombaram
na luta
contra o Velho Estado exigem
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Luiz
Inácio faz novo pacto com militares para garantir
sucessão na gerência do velho Estado |
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"Comissão da Verdade"
é patranha para livrar a cara dos torturadores
e assassinos mais uma vez |
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Criminosos do regime
militar se comportam como "heróis" da guerra contra
o povo brasileiro |
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É preciso cobrar
a abertura imediata dos arquivos do gerenciamento
militar |
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Sobrevivente das
torturas revela a face genocida do exército brasileiro |
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Luta
do povo reforça suas trincheiras
Ato público reuniu democratas e lutadores do povo no Rio de Janeiro.
Em todas as falas se identificava a denúncia da escalada fascista
do velho Estado e o aumento da organização e resistência
populares. Em seguida, o Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos realizou
seu 1º Seminário Nacional de Organização. Durante
o seminário também é anunciada a criação
da Associação Brasileira de Advogados do Povo. |
A
nova máscara do oportunismo
O ufanismo em torno do pré-sal, da Copa do Mundo em 2014 e das Olimpíadas
em 2016 entre outras néscias patriotadas, e mais todo o esquema
montado para a produção e lançamento
do filme sobre a biografia romanceada de Luiz Inácio, não
pode encobrir o caráter burguês-latifundiário serviçal
do imperialismo do Estado brasileiro, patrocinador do
capitalismo burocrático,
cuja defesa Luiz Inácio quer vender para a nação como
um nacionalismo
antiimperialista.
 Um
mês após o brutal assassinato dos dirigentes da LCP de
Rondônia Élcio e Gilson, na terra regada pelo sangue dos
mártires, os camponeses resistem, mas também plantam
e colhem os frutos da luta. Em 7 de janeiro, em Jaru,
mais de 100 pessoas prestaram homenagem à memória dos
líderes assassinados
pelo latifúndio.
Já nos dias 16 e 17 a LCP de Rondônia e Amazônia
Oriental realizou, na mesma área onde atuavam Élcio e
Gilson, o seminário
“A produção nas áreas da Revolução
Agrária”, dando continuidade à obra pela qual tombaram
seus companheiros.
Foto: Manifestação em homenagem aos mártires Élcio
e Gilson - Jaru, Rondônia
A grande limitante
do desenvolvimento do país é o modelo
caracterizado pela concentração econômica
dominada por transnacionais estrangeiras, não
só por diminuir o espaço das empresas
produtivas nacionais, boa fonte de empregos
e de tecnologia, mas por ficar o "poder público" submetido
a interesses
estrangeiros.
As
chuvas e o povo pobre
Atingidas por violentas
chuvas e pela indiferença do velho Estado
semifeudal e semicolonial, incapaz de oferecer-lhes
mínimas condições de moradia,
milhares de trabalhadores perderam o pouco que
tinham e muitos outros acabaram mortos pelos deslizamentos
de terra e inundações. Após
a tragédia, o único esforço
dos gerenciamentos de turno foi no sentido de culpar
a natureza e as vítimas da tragédia
pelo seu próprio penar e criminalizar a
existência das favelas e bairros proletários,
como de praxe.
Doroty Marques ensina
crianças e adultos
através das várias formas de arte.
Um trabalho
coletivo, de poucos recursos, mas rico
em sensibilidade e resistência da cultura
popular.
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