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Ano 1, n. 11, julho de 2003 |
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Movimento popular urbano População do Rio se revolta contra fim do passe-livre
Da redação Desde os últimos dias do mês de junho, a cidade do Rio de Janeiro vem sendo sacudida por diversas manifestações populares, organizadas em protesto contra a decisão judicial do dia 1º de julho que pôs fim ao passe-livre de estudantes, deficientes físicos e idosos nos ônibus intermunicipais, trens, barcas e catamarãs do estado. O contingente de manifestantes, composto principalmente de estudantes, tem se dirigido invariavelmente à sede do Fórum Municipal, onde juízes e desembargadores julgaram e decidiram - por dezesseis votos a um - que a lei que instituía o passe-livre para milhares de pessoas no estado era inconstitucional. Nos dias 30 de junho e 1º de julho, a polícia militar e a guarda municipal reprimiram com truculência os protestos, prendendo e espancando estudantes. O confronto entre as forças da repressão e os manifestantes paralisou as ruas do centro carioca por algumas horas. De um lado estavam PMs armados; de outro, jovens dispostos a radicalizar sua luta na defesa de um beneficio já conquistado há mais de quatro anos. Lobby das empresas de ônibus Por trás da decisão da justiça do Rio de considerar "inconstitucional" o direito ao passe-livre de parte da população, se esconde mais do que uma simples interpretação da lei. Na condução de todo esse caso está presente o lobby das empresas de ônibus e transporte de passageiros do estado. Esse verdadeiro ataque a um direito adquirido do povo está sendo executado para favorecer a um pequeno, mas poderoso, grupo de empresários. Depois de uma planejada ofensiva sobre a Alerj (Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro) e os magistrados da cidade, o grupo de empresários que controla o lucrativo negócio do transporte de passageiros vem alardeando não poder arcar com os custos do passe-livre. Suas afirmações nesse sentido têm sido estampadas em jornais e veiculadas em declarações na TV e no rádio, e tem o intuito de lançar parte da população contra os usuários do benefício, tentando criar uma suposta contradição entre o povo.
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