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Ano 1, n. 11, julho de 2003 |
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Movimento popular urbano Muito longe das ilusões de classe As grandes corporações estrangeiras, que já exerciam avançado domínio na nossa economia - com o apoio da oligarquia latifundiária e dos capitalistas que representam o monopólio especulativo no Brasil - consolidaram o seu poder com o golpe contra-revolucionário de abril de 1964, ao apoderar-se, também, da superestrutura da sociedade brasileira. No entanto, o poder dessa associação que o imperialismo estabeleceu com as classes reacionárias nativas necessitava de uma política que pudesse exercitar os seus interesses. Sem o emprego dessa política, nem mesmo haveria poder algum capaz de suportar tantos anos de dominação estrangeira, latifundiária e burocrática. Ao mesmo tempo em que eliminava brutalmente a grande maioria das verdadeiras lideranças, o imperialismo formou em abundância quadros contra-revolucionários e tratou de colocá-los nos postos estratégicos da vida nacional. A trégua oferecida pela repressão, que era respondida pela crescente resistência no movimento operário e camponês, não foi outra senão que o aparecimento dos falsos governos democráticos, de Sarney aos dias de hoje; o blefe das campanhas eleitoreiras; a elevação dos impostores aos cargos estratégicos nas diferentes áreas de atividades que, protegidos pelo sistema de Estado e de governo, passaram a falar como se fossem os verdadeiros chefes do proletariado e do campesinato. A Democracia Jurídica (forma de domínio, com participação dos oportunistas, em que só é legal o que as classes dominantes admitem) é a mais degenerada das fusões oportunistas, a arma com que o imperialismo conseguiu sua institucionalidade no Brasil. Fingindo tolerar a liberdade, o imperialismo desarmou politicamente os trabalhadores para desnacionalizar o solo, o subsolo, o espaço aéreo, o mar territorial, a propriedade intelectual e os avanços técnicos científicos, a literatura e a arte, etc. Principalmente, simulando direitos, o imperialismo conseguiu levar às últimas consequências a exploração do povo trabalhador brasileiro. Os slogans e as "novas reivindicações" tramadas pelo imperialismo tentam conduzir os movimentos dos trabalhadores do campo e da cidade ao esvaziamento político, arrastá-los ao sindicalismo burocrático, ao labirinto das "alternativas" e a esse falso internacionalismo que vem sendo patrocinado pelo USA e potências européias. No vocabulário pelego da democracia jurídica não faltam coisas como cidadania, ética, globalização solidária, ambientalismo, parceria, sindicalismo de resultados (ou utilitário), política compensatória, conselhos tripartites, etc., que simulam acordos entre o imperialismo e o povo, ocultam os interesses verdadeiros das corporações, porque é inevitável que os trabalhadores abandonem os sindicatos burocráticos e venham fortalecer as suas organizações classistas. Para ilustrar a atitude que vem sendo adotada pelas direções classistas, AND publica o teor do ofício, de 17 de junho deste ano, que a Liga Operária de Minas Gerais passou a divulgar. O ofício responde o convite formulado pela Delegacia Regional do MTb para que ela (a Liga) apresentasse sugestões e as submetesse à análise do chamado Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social.
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