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Este jornal não é órgão de nenhum partido político
Ano VI. nº 35, julho de 2007
A Nova Democracia en Español
Índice

Editorial

Opiniões

Gerência FMI/PT inocenta ianques que mataram 154

Biomassa no Brasil: redenção ou desastre

A embriaguez do etanol

Álcool exportado sem impostos só enriquece o comprador

O sumiço das abelhas

Subserviência: mais atentados contra princípios científicos

Retratos da violência

Insânia, anarquia e Estado policial

Medidas anti-povo reforçam blindagem de grandes criminosos

Proletários lutam pelo Brasil do trabalho

Maio grevista no funcionalismo

Em defesa da educação pública

USP: histórica ocupação

Camponeses são absolvidos em júri popular

É assim que se conquista a terra

O PAN e seus jogos neoliberais

Rotina de humilhação com matança de crianças e jovens

Estadualização do direito penal: o povo como inimigo

Dinâmica do imperialismo: "cavalos de Tróia" do capitalismo transnacional

USA instiga conflitos fronteiriços na
América Latina

O papa hitleriano

A recolonização programada da África

Cacá Diegues: o povo brasileiro pelas câmeras

O desenho de humor
na razão dos oprimidos

O Leste vermelho
do proletariado internacional

Um contador de histórias para o povo

Caipira, sim sinhô

Coisas de criança em tempo de boas tormentas

Autonomia, justiça, ocupação e certa imprensa

Expediente

Movimento popular urbano

Maio grevista no funcionalismo

Ana Lúcia Nunes

IBAMA

Os servidores do Ibama entraram em greve desde 14 de maio contra a divisão do órgão pela medida provisória 366/07, que cria o Instituto Chico Mendes de Conservação e Biodiversidade para gerir as unidades de conservação. A criação do instituto além de aumentar a burocracia, divide e fragiliza o IBAMA, que tem em grande parte seu papel substituído pelo instituto. Entre as atribuições do novo instituto estão a criação e manutenção de parques, reservas e outras áreas protegidas, além de ações de educação ambiental, licenciamento e fiscalização.

Polícia Federal

A Polícia Federal realizou uma greve de 72 horas, iniciada no dia 22 de maio. Foram mantidos apenas os serviços de plantões e custódia de presos e algumas investigações. Os policiais prometiam uma greve geral por tempo indeterminado, mas conseguiram um reajuste salarial de 30%, que será pago em três parcelas.

Feito o acordo com os policiais, as negociações com os funcionários do Banco Central retrocederam, uma vez que o governo agora pretende reajustar os salários deles somente em 2008, o que os obrigou a também iniciar uma greve.

Cultura

Desde o dia 15 de maio, estão em greve por tempo indeterminado os funcionários federais da cultura. No Rio se estima que 95% dos funcionários aderiram à greve. O estado é o que tem maior número de instituições ligadas ao Ministério da Cultura (Minc), entre elas a Biblioteca Nacional, a Fundação Nacional de Artes (Funarte) o Museu Imperial, em Petrópolis, e o Museu Nacional de Belas Artes. Eles reivindicam o cumprimento do plano de cargos para a cultura prometido pelo governo federal desde 2005, quando os servidores ficaram 100 dias em greve.

INCRA

Das 30 superintendências regionais do Incra que pararam no dia 22 de maio, cerca de 10 continuam paralisadas. Os grevistas reivindicam a contratação de 4 mil funcionários, aumento do salário-base e incorporação das gratificações — que representam 85% da remuneração — aos salários. Eles também se posicionam contra o Projeto de Lei Complementar 01/2007, do Poder Executivo, que “regulamenta” o limite de salários com pessoal da União.

INCA contra a privatização

No dia 08 de maio, servidores do Instituto Nacional do Câncer (Inca) e da Comissão de Energia Nuclear (Cnen), organizaram uma manifestação na praça da Cruz Vermelha, no Rio, contra o projeto do governo de privatizar quatro unidades da instituição no Rio. Seguindo o modelo de privatização do governo, o hospital será transformado em uma fundação de direito privado, responsável por gerar recursos para se sustentar. Desta forma não receberão verbas do governo. Com a privatização, pelo menos 1500 pacientes deixariam de ser atendidos por dia. A medida faz parte do projeto de lei do ministro da Saúde Temporão que pretende transformar os hospitais públicos em fundações de direito privado.

Diante do não cumprimento do acordo salarial firmado com o governo ano passado, servidores da Cnem (Comissão de Energia Nuclear) no Rio de Janeiro decidiram entrar greve a partir de 4 de abril. Além de ser responsável por atividades radiativas e nucleares em clinicas, hospitais e indústrias, a Cnem será responsável pelo monitoramento e segurança radiológica e nuclear durante os jogos Pan Americanos. Se o governo não cumprir o acordo, a vinda de algumas delegações (particularmente a ianque) e a própria realização dos jogos pode ficar comprometida.


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