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Ano VI. nº 38, dezembro de 2007
espanhol
Índice

Editorial: Duas frentes de genocídio num mesmo combate

Opiniões

Para onde marcha a crise da velha ordem?

Continua o cerco às favelas

Projeto prorroga sangria da Previdência

Fascismo escancarado:
a proibição do direito
de greve

Quem controla a Vale do Rio Doce?

Prefeitura quer privatizar a água e coloca culpa em trabalhadores

A luta dos cedaeanos por água para o povo

O déficit que não existe

O que está em jogo

Da impostura ao genocídio

A "reabilitação" antitrabalhista do INSS

Legalização das centrais coroa peleguismo

Greves se alastram pelo Brasil

Trabalhadores mostram quem tem valor de verdade

REUNI é reprovado pelos estudantes

A luta camponesa faz-se ouvir

"Lutar por um pedaço de terra é crime?"

Feitiço vira contra feiticeiro no caso do apagão aéreo

Caso Césio 137 revela crimes contra o povo

Trabalhadores são assassinados no "trem-fantasma" da SuperVia

O embuste do antitruste: fingindo combater os monopólios

Guantánamo, bastião do fascismo

Fujimori, o extraditato

Estado indiano viola direitos do povo

80% dos iraquianos apóia a resistência

Fascistas turcos ameaçam atacar os curdos

Grandes êxitos da Revolução Cultural

Porque Tropa de Elite é fascista

A propaganda desta Tropa da elite

Mariátegui presente,
80 anos depois

Choro para o povo ouvir, dançar e tocar

As poderosas
armas do povo

Expediente

Realizações socialistas

Grandes êxitos da Revolução Cultural

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Nota da redação (Fausto Arruda) — O ano de 2006 marcou os cinquenta anos do início da luta contra o revisionismo moderno, nascido do golpe contra-revolucionário de Nikita Kruschev na União Soviética; os quarenta anos do início da Grande Revolução Cultural Proletária na China; os trinta anos da morte de Mao Tsetung e, também, os trinta anos do Massacre da Lapa — episódio em que as forças de repressão da ditadura militar-fascista cercaram a reunião do Comitê Central do Partido Comunista do Brasil e assassinaram covardemente três de seus membros, entre eles Pedro Pomar (foto ao lado).

O golpe kruschevista, que utilizou o XX Congresso do PCUS para caluniar a direção e memória de Stalin, implodir a Ditadura do Proletariado e restaurar o capitalismo na URSS, provocou comoção e confusões no movimento comunista internacional e atiçou a mais encarniçada luta ideológica. Mao liderou comunistas de todo mundo contra a nova ofensiva revisionista e fez desencadear na China a campanha ideológica Que cem flores desabrochem e que cem escolas de pensamento rivalizem. Esta foi ante-sala da deflagração daquele que foi o maior movimento revolucionário de massas da história: a Grande Revolução Cultural Proletária. Como uma grande tempestade, as massas organizadas varreram o chão da China, colocando em polvorosa os kruschevistas chineses e desencadeando um processo que por dez anos impediu a restauração capitalista naquele grande país.

Como ocorreu nos partidos comunistas de todo o mundo, no Brasil levantou-se a luta dos verdadeiros comunistas em defesa do marxismo-leninismo. O partido, ainda liderado por Prestes, afundado no oportunismo eleitoreiro e totalmente integrado ao revisionismo kruschevista já se debatia com forte luta interna. Em consequência desta luta, aconteceu a necessária e inevitável cisão entre marxistas-leninistas e revisionistas modernos e a reconstrução do Partido Comunista do Brasil, que para diferenciar-se adotou a sigla de PCdoB. Dentre seus protagonistas estava Pedro Pomar.

Retomando o caminho revolucionário proletário em nosso país, o PCdoB irá assumir a vanguarda da luta, criticando e rechaçando as teorias pequeno-burguesas expressas no “foquismo”, de influência da revolução cubana, muito em voga. No combate à ditadura militar-fascista formulou Guerra Popular, o caminho da luta armada no Brasil, tese com a qual orientou o partido a levar suas principais ações para o campo para construir a aliança operário-camponesa, o que se concretizou no desencadeamento da luta armada revolucionária que ficou conhecida por Guerrilha do Araguaia.

Com a derrota do movimento, Pedro Pomar foi o consequente crítico daquela experiência, sustentando em seu balanço a necessidade de tirar as lições corretas para retomar o caminho da guerra popular. Reconhecendo o excepcional valor e heroísmo de todos os militantes que naquela experiência deram suas vidas pela causa da revolução proletária, ele considerava que na condução da luta houve sérios erros de concepção. Afirmou que na prática, a luta no Araguaia se desviara das concepções da guerra popular concebidas por Mao, como guerra das massas dirigida pela ideologia proletária, encarnada no partido comunista. Posição diferente propunha o relatório Arroyo, segunto o qual a derrota treria como causa erros militares. E foi esta polêmica que foi soterrada com sua morte e a mutação ideológica da direção do partido nos anos que seguiram ao trágico episódio.

Assim, alterada definitivamente a correlação de forças na direção do PCdoB, que sem um balanço rigoroso e científico da experiência do Araguaia, esta organização descambou para o revisionismo e o oportunismo eleitoreiro, contra os quais lutou e fundamentou a reconstrução do partido comunista em 1962.

Ao trazer para os leitores o presente texto, escrito por Pedro Pomar em 1968, AND procura estabelecer um nexo entre os quatro acontecimentos acima referidos, a luta contra o revisionismo moderno, entendendo a intervenção de Pedro Pomar como uma síntese desta luta que teve em Mao Tsetung a sua maior expressão.

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