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Ano VI. nº 38, dezembro de 2007
espanhol
Índice

Editorial: Duas frentes de genocídio num mesmo combate

Opiniões

Para onde marcha a crise da velha ordem?

Continua o cerco às favelas

Projeto prorroga sangria da Previdência

Fascismo escancarado:
a proibição do direito
de greve

Quem controla a Vale do Rio Doce?

Prefeitura quer privatizar a água e coloca culpa em trabalhadores

A luta dos cedaeanos por água para o povo

O déficit que não existe

O que está em jogo

Da impostura ao genocídio

A "reabilitação" antitrabalhista do INSS

Legalização das centrais coroa peleguismo

Greves se alastram pelo Brasil

Trabalhadores mostram quem tem valor de verdade

REUNI é reprovado pelos estudantes

A luta camponesa faz-se ouvir

"Lutar por um pedaço de terra é crime?"

Feitiço vira contra feiticeiro no caso do apagão aéreo

Caso Césio 137 revela crimes contra o povo

Trabalhadores são assassinados no "trem-fantasma" da SuperVia

O embuste do antitruste: fingindo combater os monopólios

Guantánamo, bastião do fascismo

Fujimori, o extraditato

Estado indiano viola direitos do povo

80% dos iraquianos apóia a resistência

Fascistas turcos ameaçam atacar os curdos

Grandes êxitos da Revolução Cultural

Porque Tropa de Elite é fascista

A propaganda desta Tropa da elite

Mariátegui presente,
80 anos depois

Choro para o povo ouvir, dançar e tocar

As poderosas
armas do povo

Expediente

27 de novembro de 2007

Ao Movimento Sindical Democrático
Às organizações de Direitos Humanos

Solidariedade ao povo pobre, aos posseiros e aos camponeses,
vítimas do terror policial do Governo do Pará

Conclamamos todos os verdadeiros democratas a se mobilizarem para apoiar os camponeses do Sul do Pará, violentamente atacados pela polícia militar da Governadora Ana Júlia (PT), no último dia 19 de novembro.

Denunciados, sumariamente julgados e condenados por reportagens mentirosas, fascistas e reacionárias da Revista Veja e do Jornal Folha de São Paulo, milhares de camponeses que lutam pela posse da Fazenda Forkilha e outras centenas de posseiros da região foram atacados por uma verdadeira operação de guerra com o apoio do Exército, Policia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Polícia Militar e Civil. Tal ação esteve protegida por mandatos judiciais de prisão contra ativistas de diversos movimentos, principalmente os companheiros da LCP do Sul do Pará e Tocantins, porque seria impossível aos latifundiários ilegais da região obter mandados de reintegração de posse minimamente defensáveis do ponto de vista jurídico, além do que seriam completamente imorais.

A gravidade é tal que mesmo algumas entidades, que têm vínculo público com a Governadora, denunciaram as torturas com afogamentos, asfixiamento com sacos plásticos, espancamentos e etc. E também que centenas de mulheres e crianças estão sem contatos com seus familiares.

O que estas entidades, a Polícia Militar e Civil, a imprensa reacionária e a governadora escondem é que diversos ativistas, principalmente da Liga dos Camponeses Pobres, todos com atuação pública, conhecidos pelos próprios órgãos dos governos estadual e federal como representantes legítimos dos camponeses nas áreas em que atuam estão vivendo sob intensa perseguição, sob verdadeiro terror do Estado.
Através desta imprensa tendenciosa da governadora Ana Júlia (PT) e chefes de polícia, lançaram a pecha de bandidos sobre trabalhadores para em seguida desatar verdadeira caçada.

Quase todos ativistas estão com mandado de prisão, são perseguidos pelas patrulhas policiais e por bandos de pistoleiros. Um conhecido líder camponês de Redenção, de nome Rivaldo, foi brutalmente assassinado com dois tiros na cabeça, o que sequer foi citado pela imprensa ou notas oficiais do governo. Companheiros já não conseguem contatar suas famílias há quase dez dias. É um verdadeiro Estado de Sítio!

Tudo isso para impedir a denúncia do latifúndio, do trabalho escravo e da pistolagem dos latifundiários no Sul do Pará. Para impedir a denúncia da “ação pacífica” da polícia da governadora Ana Júlia (PT). Para lograr a eliminação dos ativistas combativos e de todos os posseiros do Sul do Pará, para defender o latifúndio e os interesses de assassinos e escravocratas como Jairo Andrade, da Forkilha; Daniel Dantas, do Banco Oportunity, e de muitos outros conhecidos bandidos de alta classe.

E mais: para impedir que a revolta que tomou conta dos camponeses pobres e mesmo de amplos setores de pequenos comerciantes e pequenos proprietários, de Conceição do Araguaia, Redenção, Santa Maria das Barreiras, Cumaru do Norte, enfim, de todo o Sul do Pará, se organizem definitivamente! Não conseguirão!
É necessário apoio jurídico, financeiro e de imprensa, em caráter urgente, no Sul do Pará.
Temos certeza que os companheiros saberão fazer chegar esse apoio.

Comissão Nacional das Ligas de Camponeses Pobres

       
 

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