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Ano I, nº 9, maio de 2003
As lições da guerra da Coréia | As lições da guerra da Coréia |
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| Gustavo Silveira | |
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Página 1 de 3 Bush incluiu a República Democrática da Coréia do Norte no chamado "eixo do mal" e, já perpetrada a invasão e covarde agressão ao Iraque, seu secretário de Defesa, Donald Rumsfield, anuncia que pretende chegar a um acordo com Pyongyang através de negociações. De seu lado, o governo da Coréia tem respondido que, frente aos acontecimentos no Golfo Pérsico, um país hoje só estará livre da agressão do USA preparando-se militarmente, da forma mais elevada, produzindo e desenvolvendo armas nucleares. Seguramente, o plano do imperialismo ianque é encontrar o momento mais adequado para promover a agressão armada à parte norte da Península Coreana. A atitude adotada pelo governo da Coréia de se preparar para esta possível agressão do imperialismo ianque é correta. A história do povo coreano tem ensinamentos inegáveis sobre como enfrentar estas pretensões do imperialismo contra seu país. E, ainda que passados 50 anos, a agressão praticada pelos ianques permanece viva na sua memória.
Com o final da Segunda Guerra Mundial o USA, como principal potência imperialista, pretendeu subjugar todo o mundo. Fabricou e lançou duas bombas atômicas contra alvos civis no Japão — prestes a ser derrotado pelo Exército Vermelho da URSS, que honrou seu compromisso de combatê-lo -, adotando a partir daí a política de chantagem nuclear. O USA manteve a ocupação militar nos países onde havia estacionado suas tropas, recrutou os nazistas alemães e fascistas japoneses e italianos, e desenvolveu políticas e instrumentos de intervenção econômico-militar em todo o mundo. Sucedem-se: a criação da ONU em 1945; da C.I.A., em 1947; do Plano Marshall e da OTAN em 1948; provocações e sabotagens contra a União Soviética e contra o, então, recém-formado campo socialista. Os ianques ameaçam o mundo com uma terceira guerra. É o período que os teóricos do imperialismo convencionaram chamar de "Guerra Fria". Planos ianques para dominar a Coréia
Em todo o território sul-coreano os ianques construíram e ampliaram aeroportos e portos militares, concentrando forças ao longo do Paralelo 38 — linha divisória imposta aos coreanos pelos ianques. Para a modernização do exército títere sul-coreano, em 1949, ofereceram como "ajuda militar" cerca de 110 milhões de dólares. A provocação ianque e a resposta armada dos coreanos
Mais de 100 mil membros das tropas títeres sul-coreanas penetraram um ou dois quilômetros em direção ao norte e ao longo de todo o Paralelo 38, contra a RPDC. Libertação de Seul
Durante os dois dias seguintes ao início das operações, as unidades combinadas do Exército Popular da Coréia — EPC assestaram demolidores golpes no inimigo e liberaram várias zonas da parte sul do país, frustrando as tentativas dos adversários. A aviação ianque, em desespero, lançou bombas para deter os soldados do EPC e seus navios dispararam canhões sem cessar nas costas leste e oeste. Mas nada podia impedir o avanço do Exército Popular. Na madrugada de 28 de junho de 1950, as unidades do EPC iniciaram a ofensiva geral contra Seul, centro da dominação ianque e de seus títeres. Ali estavam concentrados os órgãos de mando administrativo e militar. Após intensos e duros combates, Seul foi, por fim, liberada às 11:30 horas do mesmo dia 28 de junho. Em pouco mais de um mês, desde o início da guerra, havia sido liberado pelo Exército Popular mais de 90% do território e 92% da população da parte sul da Coréia. Contra-ofensiva ianqueSurpreendidos com o avanço coreano, os ianques lançaram-se ao ataque por terra, ar e mar ao norte daquele país, buscando deter a ofensiva revolucionária. Os imperialistas do USA mobilizaram um terço de suas forças terrestres, a quinta parte de sua força aérea, a maior parte da frota do Pacífico, mais de dois milhões de efetivos, incluindo tropas de 15 países e as tropas títeres sul-coreanas, que combateram sob a bandeira intervencionista da ONU. O Presidente Kim Il Sung, quando realizava retirada temporária visando concentrar forças para enfrentar a contra-ofensiva ianque, propôs organizar unidades guerrilheiras na retaguarda inimiga. Coordenada com as operações das unidades na frente principal, a guerrilha castigou duramente o inimigo em sua retaguarda, cortando o abastecimento e destruindo inumeráveis efetivos e armamentos, o que propiciou uma grande vantagem às tropas da frente principal para o contra-ataque. Além disso, em outubro de 1950 são enviados da China os primeiros combatentes do corpo de Voluntários do Povo Chinês.
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| Nº 49, janeiro de 2009 |
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