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Contra os poderosos não se aceitam provas
Provas de que gases tóxicos seriam largamente empregados, no caso de fracassar a blitzkrieg nazista, foram descobertas em 15 de julho de 1942, em Sitnia e Pskov, localidades situadas na antiga URSS, em mãos da equipe 1521 do regimento químico comandado por um coronel da Reichswehr que abandonara o campo de batalha. Instruções de uso, expedidas diretamente pelo Alto Comando, redigidas em 1940, revelavam que as armas e os planos da guerra química foram entregues onze dias antes da repentina invasão de 11 de junho de 1941. À época, enquanto os ideólogos do imperialismo ianque tratavam de diminuir a exatidão das denúncias do povo soviético, dos povos e personalidades progressistas do mundo inteiro, ao considerarem as armas químicas e biológicas como uma possibilidade apenas remota, centenas de laboratórios clandestinos espalhados no mundo cobriam de solícitas atenções os germes causadores das mais devastadoras moléstias então conhecidas, fabricadas em larga escala, com baixo custo de produção e fulminante ação. Em construções subterrâneas de Paris e de Londres, por exemplo, se instalaram agentes alemães para surpreendentes experimentos de disseminação de micróbios, conforme revelou antes da Segunda Guerra o bravo jornalista inglês Wickham Steel, com base em documentos interceptados da seção secreta de ofensiva química aérea do Ministério da Guerra Alemão, sobre as atividades da Luft-Gas-Angriff.
Em 29 de março de 1938, o general Chu Te, dirigente do Exército de Libertação da China, denunciava a aviação japonesa de disseminar germes infecciosos sobre as zonas libertadas nas províncias de Shansi, Shensi, Honan e Suyan, ficando a United Press, a Cruz Vermelha Internacional e a Liga das Nações, imediatamente notificadas. O Japão era signatário do Convênio de Genebra (de 17 de junho de 1925) que declarava ilegal a arma bacteriológica (os veículos de contágio afetam do mesmo modo seres humanos e animais), por reconhecer que ela infligia de forma automática, descontrolada e continuada, uma imensa quantidade de vítimas civis. Embora essa destruição japonesa e outras, a rigor tenha conhecido graves revezes, nada parece afetar uma das mais conhecidas sentenças dos estrategistas do Imperialismo, desde aquela época: a "rápida e completa destruição do exército inimigo é essencial para o bem-estar da outra parte, ainda que esta última deva sacrificar o próprio exército para alcançar seu fim", afirmava o alto comando nazista.
Do estudioso da guerra mecanizada, Lucien Zacharoff, ucraniano de origem, radicado nos USA, foi publicada pela Editora Inter-americana (de Buenos Aires), novembro de 1942, uma impressionante coletânea de seus comentários, sob o curioso título de "Nos Hemos Equivocado"— Hitler. Ali, Zacharoff dizia que a libertação dos micro-organismos no campo de batalha de países cujos territórios fossem mais isolados ou extensos era a tática que as potências imperialistas adotavam por considerá-la a mais simples e a que propiciava maior segurança, evitando que a disseminação mortífera contagiasse as tropas agressoras. Desde aquela época, lançavam-se sobre os plantios, rebanhos e reservatórios de água os mais diversos agentes infectuosos dos cólera, antraz (já se produzia o bacilo dessa infecção, com idêntica finalidade, em 1915), febre amarela, meningite, varíola etc., por intermédio de granadas de artilharia, de bombas aéreas etc., formando uma neblina bactereológica de bilhões de microorganismos.
No final de 1927, os bandidos da quinta-coluna trotskysta-zinovievistas voltaram sua estratégia para a sabotagem, assassinatos etc, sob os auspícios dos serviços secretos estrangeiros, em particular com o apoio da Gestapo nascente. Algum tempo depois, vários agentes especialmente adestrados e infiltrados na URSS, então revolucionária (1917 a 1953), introduziam bacilos mortais em substâncias alimentícias e nos enlatados em geral, nos produtos para tratamento das fontes de água que abasteciam as cidades, nos defensivos agrícolas e quaisquer outros objetos de ampla circulação entre a população de algumas cidades soviéticas, cujo uso pudesse contaminar milhares e até milhões de pessoas. Esses ataques correspondiam à expectativa "muito tentadora" de causar em todo o universo "um sentimento de horror", como recomendava a revista nazista do exército, a Deustsche Wher, no sinistro aprofundamento da moderna guerra de agressão.
O Processo de Tóquio alcançou 12 fascistas japoneses ligados ao seu governo e ao alto comando do pacto firmado contra a III Internacional (Pacto Antikomintern, acordo secreto concluído em novembro de 1936 entre a Alemanha, o Japão e, mais tarde, outros governos, para realizarem ações comuns contra a URSS, países e organizações democráticas) por virem empregando, desde 1931, armas biológicas. Entre 1.500 a 2.000 prisioneiro de guerra, feitos cobaia humanas, morreram em conseqüência de experiências em Harbin, na Manchúria, num centro disfarçado de Cruz Vermelha, descoberto pelo exército soviético. Os fascistas japoneses liberavam agentes bacteriológicos através do espargimento por avião e diversos meios de sabotagem, obtendo a contaminação de água, alimentos e terras. Em 1949, os ianques promoveram uma epidemia entre os esquimós canadenses. Uma comissão científica internacional acusou os fascistas ianques de usarem do mesmo expediente em prisioneiros chineses e coreanos, durante a Guerra da Coréia (o antra-vírus aparece ali pela primeira vez) e de aplicarem as mesmas experiências japonesas.
A varíola, a febre amarela, a tuberculose etc., facilmente debeláveis, retornaram no pós-guerra apoiados em parte pela onda de miséria da crise imperialista e, por outro lado, assumindo formas mais virulentas, que sugerem semelhança com os propósitos econômicos, políticos e militares do Imperium. Em 1991, o cólera se alastrou em algumas regiões do Peru. O imperialismo cinicamente alardeava que os guerrilheiros não permitiam a ação saneadora dos órgãos de saúde do governo semi-feudal e pró-ianque, enquanto que a moléstia, de súbito, tinha aparecido justamente sobre as áreas de maior atuação armada, durante uma grande ofensiva dirigida pelo Partido Comunista do Peru, cujo nome cautelosamente o imperialismo prefere trocar por Sendero Luminoso. Contra os poderosos não se aceitam provas, ao menos enquanto são poderosos, lembram os que combateram os nazistas.
Os centros ianques do terror bioquímico
Quando Robert Clark descrevia, em 1968, o ex Fort Detrick, entre inúmeros outros grandes aparatos nos USA ocupados em tempo integral no programa de guerra biológica e química, o vírus da Aids ainda era uma "pesquisa secreta", mas, há muito, não se fazia segredo do que havia por ali em termos de guerra biológica. "O centro para pesquisas da guerra biológica dos Estados Unidos é conhecido como Fort Detrick e está situado perto de Frederick, em Maryland. Tem 1300 acres e emprega cerca de 700 pessoas treinadas cientificamente. Cerca de 15% dos trabalhos que realiza é divulgado; o resto é classificado como secreto pelo Departamento de Defesa, em boa parte seja acessível a outras nações. Na aparência, assemelha-se muito a qualquer outro grande centro de pesquisas biológicas. Tem uma fazenda com animais para fornecer material para os testes experimentais e o equipamento padrão de qualquer laboratório microbiológico. Mas seus objetivos são inteiramente diferentes. Os departamentos de ataque em Detrick (o laboratório ocupa-se tanto com a defesa quanto com o ataque) procuram meios de tornar os microorganismos mais virulentos, menos sensíveis a drogas e antibióticos e mais capazes de sobreviver por períodos longos quando soltos na atmosfera; trabalho que representa uma negativa frontal àquilo que a Medicina objetiva; é um esforço de pesquisa que insulta a própria Medicina". (Clark, citado).
Arsenais e "centros de pesquisas", equipamentos, organização e munição, ao que não faltam os mais diversos centros acadêmicos, e o Serviço de Saúde dos USA mantém, ainda hoje, uma odiosa e descarada cooperação com o ex Fort Detrick, um aparato que ao final da Segunda Guerra chegou a empregar 5.000 pessoas. Apenas em equivalentes ao Detrick foram lembrados o campo de provas de Edgewwod, também em Maryland; o arsenal de Rock Mountain, em Enver; Muscle Shoals, Alabama; Newesport, Indiana; o desastroso campo de provas de Dugway, no Utah; o arsenal Pine Bluff, no Arkansas etc., etc. A indústria ianque dos ramos da química e biologia, em 1968, absorvia mais de 65% do orçamento total para a mais ampla atividade de apoio à guerra bioquímica, onde o comprometimento com essas armas " alcança a maioria dos centros acadêmicos e industriais" (Clarke, citado). Na Inglaterra, um campo semelhante em trapalhadas ao Fort Detrick é o Estabelecimento de Pesquisa Microbiológica de Porton, Wilthishire. Das duas fábricas em Porton Down, próximo a Salisbury, uma produz armas químicas (The Chemical Defense Experimental Establishment) e a outra, armas biológicas (The Microbiological Research Establishment), sob responsabilidade do Ministério de Defesa.
Brasileira conta a AIDS
Desde o seu Coréia Sem Paz, Atualidades, RJ, 1957, e de inúmeros outros registros, a jornalista Jurema Finamour trouxe surpreendentes informações acerca do impiedoso emprego de armas bacteriológicas. Ao lançar o panfleto A Insânia; da radioatividade à Aids, 1993, 64 páginas, mesma editora, Finamour destaca os mais esclarecedores depoimentos sobre a produção de armas bactereológicas, entre diversos cientistas, incluindo os do biólogo alemão Jacob Segal.
À revista Basta, numa declaração reproduzida pela Manchete, 1989, Segal atestou que a Aids "foi fabricada pelo homem em laboratório" por volta de 1978, no ex-Fort Detrick, Mariland, costa leste dos USA. Ao tentar defender-se, o Pentágono acabou por reconhecer que, entre 1943 a 1969, o Centro de Desenvolvimento de Pesquisas da Guerra Biológica ("paralelamente aos trabalhos da bomba atômica") foi instalado no Fort Detrick, mas que desde então as pesquisas ali se limitam à "defesa médica contra contaminações". Acontece que o laboratório de Camp Detrick, fundado em 1943, figura nas primeiras denúncias sobre essa forma de guerra, desde o Relatório Merck (que veio a público no final da década de 40), quando o governo ianque confessou estar decidido a empenhar-se no programa de Guerra Química e Bacteriológica GQB, a pretexto de medidas retaliatórias. Da farta documentação, constituída por relatórios e artigos publicados nos mais diversos periódicos dos USA, de 1943 a 1952, vale lembrar alguns trechos breves entre outros registrados por Finamour: "Há 22 meses uma multidão de bactereologistas trabalha em segredo com o objetivo de encontrar um modo melhor de produzir uma chuva de gérmens mortais" (Times, 28 de dezembro, 1947); "As bactérias portadoras da morte podem ser lançadas de avião, ou com projetis teleguiados. A escolha se orienta incontestavelmente da cólera, desinteria e peste bulbônica" (boletim Atomic Scientist, agosto de 1948). Uma outra passagem anuncia que, na ilha de Koje, 125 mil prisioneiros coreanos permaneceram por longo tempo na condição de cobaias, realizando-se 3 mil experimentos por dia, sendo que "1.800 homens ficaram atacados de grave enfermidade" (Associated Press, 18 de março, 1951), ou que "O exército americano utilizou numerosos prisioneiros chineses para fazer experimentos sobre a peste" (Newsweek, 9 de abril, 1951).
Em 25 de janeiro de 1952, um general de nome Willian Creazzy enumerava as vantagens da guerra bacteriológica, destacando o fato de que "as armas químicas e bacteriológicas permitem diminuir as despesas militares e os recursos da resistência inimiga e, permitem, por conseqüência, obter a vitória sem devastações econômicas". Ou então: "O exército americano passa atualmente do estágio da produção em série no domínio de armas bactereológicas e solicitou ao Congresso os créditos necessários para duplicar a importância de seu centro de pesquisa no Fort Detrick, em Maryland" (Washington Post, 3 abril, em 1952).
O "macaco" da AIDS
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Modernos laboratórios
de agentes bioquímicos
para a guerra
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À revista Manchete, Segal declarou que a Aids foi criada artificialmente pelo orçamento de Defesa dos USA e em 1969 uma comissão do Congresso ianque convocou um tal Donald Macthur, chefe do Departamento de Defesa. Nas atas, em poder de Segal, Donald detalhava o plano de desenvolvimento de um virus com fins bélicos "completamente diferente de todos os outros agentes patogênicos" conhecidos, que ficaria pronto em dez ou 15 anos. Assim, foi liberada uma dotação de 10 milhões de dólares. A recombinação Visna/HTL ficou pronta em 1978, nesse mesmo Fort Detrick. Além disso, os cientistas ianques realizaram experiências com sentenciados decadentes e, ainda, em 1978 quatro novaiorquinos apresentaram os sintomas da Aids. Cerca de dezessete grupos de pesquisadores independentes concluíram que San Francisco e Nova York (Fort Detrick fica a meio caminho de ambas as cidades) foram, na sua origem, palcos da dispersão da Aids. Segal explica que dois virus eram "conhecidos desde meados de 1960". O Madi Visna desencadeia um tipo de pneumonia, letargia e exaustão em ovelhas. O outro, o HL-23, é um virus facilmente transmissível ao homem e foi isolado de um paciente portador de linfoma (câncer). Dos dois virus, portanto resultou o HTLV-3, ou HIV. Se o primeiro virus não é transmissível ao homem a recombinação com o patogênico humano HL-23 deu à máquina de guerra sua mais abominável arma, um veneno cujo antídoto, há mais de duas décadas, a humanidade busca desesperadamente encontrar. E se a arma, pela ausência de defesa trouxe, segundo ele, desapontamentos ao seu patrocinador (o Pentágono) é certo que agentes "mais refinados estão sendo usados como métodos de maior eficácia", ressalta Segal.
A disputa pelo direito de patente, entretanto, tornou mais frágil o lado secreto da produção de uma arma que já fez extinguir, por exemplo, parte considerável do continente africano. O fato é que uma equipe do Instituto Pasteur, na França, em janeiro de 1983, isolou o virus por ela denominada de LAV (vírus da linfodenopatia associada), sendo que a descoberta desse retrovirus foi anunciada em maio, na Science. Robert Gallo, nomeado chefe do Departamento de Pesquisas do Frederick Lancer Resarch, em Fort Detrick, desde 1975, naquele mesmo ano tinha isolado o HL-23 de um paciente portador de linfoma, rebatizando-o, tempos mais tarde, como HTLV-1. Em 1984, Gallo anunciou ter isolado o vírus da Aids, registrando a patente nos USA para garantir sua participação nos lucros sobre a venda de kits, evidentemente sem jamais mencionar a descoberta da equipe francesa, documentada um ano antes. Algum tempo depois, ele foi processado pelos franceses na Justiça dos USA e investigado por instâncias de John Crewdson (Prêmio Pulitzer, 1981), na época ainda repórter do The New York Times. Os artigos de Crewdson, já no Chicago Tribune, aventavam a possibilidade de uma fraude científica cometida por Gallo.
Em março de 1987, por força do Acordo Chirac-Reagan, tanto a equipe francesa como a ianque foram consideradas co-descobridoras, permanecendo os franceses como pioneiros a isolar o vírus da Aids, " mas que nada teria sido possível sem as descobertas de Gallo". Finalmente, a intricada disputa pelo uso de patentes beneficiou os franceses (segundo o Jornal Ciência Hoje, n º 305, pág. 4, da Sociedade Brasileira Para o Progresso da Ciência SBPC) como únicos descobridores do HIV, ou HTLV-3, ou LAV, acompanhando uma nova e gratificante distribuição de royalts. E ninguém faz questão de abertamente fazer figurar como sua a criação o HIV. Tanto Segal quanto Montagnier atestaram que ocorreu contaminação de culturas no ex-Fort Detrick, ao menos confessando que a Aids foi produzida em laboratório, ocorrendo ou não acidente.
A vez do Antraz
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Bactéria Antraz
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Durante todo o século 20 foram notificadas apenas 18 ocorrências de Antraz nos USA, e nenhuma outra nos 25 anos anteriores. Em outubro de 2001, a partir do dia 5, surgiram confirmados quatro casos. A contaminação ocorreu de maneira criminosa, através de envelopes de correspondência destinados a autoridades e personalidades, contendo o vírus altamente elaborado. No período, cinco pessoas morreram ao inalar o Antraz e outras treze foram seriamente infectadas. Uma das versões do governo ianque é de que o Antraz foi cultivado no Cazaquistão. Coisas desse tipo são prontamente aceitas pela imprensa semicolonial brasileira, a exemplo da versão de que o vírus da Aids é de responsabilidade de macacos na África, simiescas alegações que servem para inocentar os gorilas ianques.
Em abril de 2002, a doutora Barbara Hatch Rosenberg, (bióloga molecular, investigadora de ciências ambientais da Universidade Estatal de Nova York), expert em armas bacteriológicas, denunciou que os autores do ataque, no ano passado, trabalham nos projetos de guerra biológica do governo dos USA, que o FBI, provavelmente, sabia de quem se tratava e que a prisão desses elementos iria contrariar escalões do governo e as forças armadas. Rosenberg, informa o Operário Revolucionário (www.postedatrwor.org , 146, de 14 de abril último), por mais de dez anos, trabalhou com o Programa de Armas Químicas e Biológicas da Federação de Cientistas Americanos FAZ (em 1964 fez o seu mais contundente protesto conta o uso de armas QB, no Vietnam), instituição (na qual atualmente é diretora) que também assegura haver "um compêndio de evidências e comentários sobre a fonte do antraz das cartas" que procedem de laboratórios militares. A sofisticação dos equipamentos necessários para produzir esse tipo de Antraz, fino, puro, muito concentrado e flutuante, comprova tratar-se de um produto made in USA.. Além disso, quatro laboratórios documentaram que o pó "não foi moído", porque, diferente do governo de outros países, os laboratórios do governo ianque empregam uma mescla especial de agentes químicos, encontrada ao se analisar mostras com a ajuda de um espectroscópio de raios X.
O "Antraz que enviaram aos senadores tinha um aditivo sílice, o mesmo que se emprega nos projetos militares estadounidenses", explica Operário Revolucionário, edição citada. A CIA (Central Intelligence Agency, dos USA, o mais terrível aparato terrorista do mundo) também admitiu manter um programa secreto para elaborar armas biológicas como o Antraz. Um porta-voz dos laboratórios do exército em Dugway, Utah (onde, em 1968, morreram 6 mil ovelhas expostas a uma experiência com gases neurotóxicos), confirmou em dezembro a existência desse material de guerra, mas que nada faltava em seus estoques. Em seguida, foi a vez da CIA admitir que dispõe de um programa secreto para elaborar armas como o Antraz, mas que não utiliza o elemento Ames, e em seus depósitos tudo estava conferido. Em resumo, em 30 anos o governo ianque, pela primeira vez, confessou dispor de armas bacteriológicas...
O Washington Post, 16 de dezembro de 2001, divulgava que o FBI estava investigando programas de armas da CIA, em particular um deles, aventando a possibilidade amentos, pura mentira, tudo desmentido. Mesmo assim, desde 11 de setembro, qualquer coisa que sugira sentimento antimperialista ganha conotação de grande ameaça aos USA, passa a justificar represálias arrasadoras contra o Afganistão, o prosseguimento das agressões ao Iraque e (por encomenda, através do exército de jagunços sionistas) o recrudescimento das atrocidades na Palestina etc,etc.
Alguém produziu o Antraz encontrado nos envelopes. Mas, quem? Os laboratórios militares dos USA, em particular a CIA, assegura a cientista ao acusar os chefões de seu país. Um laboratório trabalhou para a CIA e esta é a melhor pista de que esse tipo de Antraz provém do arsenal ianque, informou a BBC de Londres, em 19 de dezembro de 2001. Em 14 de março deste ano, o noticiário da BBC voltou a se referir à possibilidade de que o episódio do Antraz se tratava de uma operação de contra-inteligência da CIA.
A cepa Ames (porque originalmente foi elaborada nos laboratórios do governo, em Ames, Estado de Iowa), mas obtida no Fort Detrick (ver Aids), é um elemento primordial para a guerra biológica ianque, desde a década de 60. Além do mais, somente quatro laboratórios ianques têm capacidade para produzir Antraz de uso bélico. Outra: apenas umas 50 pessoas guardam os conhecimentos necessários para produzir exatamente esse tipo de agente. Assim, as experiências químicas e biológicas não necessitam ser interrompidas. Interrompida deve ser a existência do imperialismo na face da terra.
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