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Decapitação... do pensamento PDF Imprimir E-mail
Luiz Arce Borja   
A decapitação do estadunidense Nicholas Berg gerou múltiplos debates no mundo. Os ianques sem nenhum pudor se lançaram à cena midiática dando a entender que os muçulmanos são mais bárbaros que eles.

Paralelamente à polêmica desatada no mundo em torno dessa decapitação, existem elementos que não deixam de chamar a atenção sobre a veracidade do vídeo mostrado pela Casa Branca. Um deles é, cientificamente falando, a ausência de jatos de sangue num corte desse tipo, sabendo que nesse lugar, na altura do pescoço, se encontram a carótida e a jugular. A carótida, por sua função fisiológica e posição anatômica, recebe o sangue diretamente do coração e, portanto, a pressão sanguínea é enorme. Um corte dessa natureza devia produzir no corpo humano normal uma hemorragia intensa com jatos visíveis. Isso não se observa no vídeo.

Por outro lado, parece muito estranho que o estadunidense Nichiolas Berg apareça como “refém dos terroristas muçulmanos” vestido com um uniforme laranja, o mesmo que os ianques obrigam seus prisioneiro a usar na base militar de Guantânamo.

Para terminar, a cadeira que Nicholas Berg aparece sentado é do mesmo tipo que a usada pelos soldados ianques que posaram nas famosas fotos na prisão de Abu Ghraib, no Iraque. Prisão controlada pelos ianques.

Então? Estamos diante de uma montagem do tipo das que a CIA está acostumada a fazer? Esta montagem foi fabricada na mesmíssima prisão de Abu Ghraib? Somente a história se encarregará de esclarecer estes horríveis métodos de manejo da opinião pública.

 

 
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