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Ano III, nº 23, fevereiro de 2005
Editorial - Os servis e a libertação nacional | Editorial - Os servis e a libertação nacional |
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Márcio Aciolly satiriza certas passagens da política mundana (pág. 3), no cotidiano das personalidades espalhadas pelo sistema de governo, cuja moral, hábitos, preocupações— o modo de vida desses gerentes coloniais, enfim — é de uma jequice à toda prova. Sem dúvidas, do monopólio das comunicações fluem notícias destinadas ao consumo, liberadas para que o público possa se distrair com pitorescas críticas às celebridades que circulam no sistema de governo, ou se convencer de que existe mesmo "liberdade de imprensa" para todos. E não sendo mais possível ocultar a podridão do sistema, a política de subjugação nacional, a aliança entre o semifeudalismo com o capital burocrático, sob as rédeas do imperialismo, fica convencionado caracterizar como corrupção apenas os assaltos aos cofres públicos, de maior ou menor monta — denunciados quando de conveniência, é claro. O nacionalismo filisteu tem medo de despertar de seu sono conformado exclamando "Cadê o Brasil que estava aqui?". Mas, que Brasil? Aquele que dormia em braço esplêndido, que iluminava o céu do novo mundo e morava no solo que tinha mais flores? Acabou. Fizeram-nos esse favor. Quando entregaram ao imperialismo os nossos solo, subsolo, espaço aéreo; as condições de vida material e intelectual do povo, enfim, as classes entreguistas e seus capatazes, na ânsia de bem servir ao patrão estrangeiro e aumentar a sua renda feita de comissões e gorjetas, deixaram cair todas as máscaras, o último véu da hipocrisia colonial e semifeudal, com seus componentes clerical, oportunista, revisionista, que cobriam o Brasil verdadeiro, combatente, de ontem e de hoje. Ainda que queiram conservar as ilusões do "nacionalismo neutro", sentimentos mesquinhos, plenos de jactância e banalidades, também a prática da rapina exige que se lance pelo ares a pátria romântica e sem povo, o nacionalismo barroco das classes dominantes (nostálgicas diante da história e servis frente às tarefas de liquidação da opressão nacional), o antigo colaboracionismo sindical, a perspectiva de manter viva a cômoda e covarde democracia indireta, representativa... Claro, a imprensa, essa escudeira do imperialismo, porta-voz do fascismo, na sua versão oficial ou "alternativa", continua buscando desesperadamente manter em pé o sistema caduco e podre que tudo destrói. No entanto, o que fazer mais para enganar as massas e retardar o momento em que o povo haverá de escorraçar o imperialismo e o último de seus auxiliares para fora de nossas fronteiras? II
Dois anos de "novo governo" não são suficientes para revelar que os propósitos da contra-revolução instaurada em 1964 progridem imperturbáveis, seja através do gerenciamento militar, seja no período do esplendor oportunista? |
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| Nº 47, outubro de 2008 |
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Peru - do império dos incas ao império da cocaínade Rosana BondNos anos 80, Rosana Bond foi a primeira jornalista da América a entrevistar os guerrilheiros do Partido Comunista do Peru, também chamado de Sendero Luminoso. Nesse livro ela revela que, apesar da prisão do líder Abimael Gusmán, o PCP continua sendo uma das maiores dores de cabeça da CIA e do USA. |