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Ano VI, nº 42, abril de 2008
Eleições no Nepal dão vitória aos Maoístas | Eleições no Nepal dão vitória aos Maoístas |
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Em 2006 o PCN-M estabeleceu um acordo com os 7 partidos parlamentares com vistas à suspensão da luta armada, à composição de um governo de coalizão e à convocação da Assembléia Nacional constituinte, com a finalidade de derrubar a monarquia, destruir o Estado reacionário e estabelecer a república democrática. Neste período a eleição para a constituinte foi sendo protelada e isto propiciou a saída do PCN-M do governo, com a ameaça de retomar a luta armada. Por fim, um novo acordo trouxe de volta os maoístas ao governo e a garantia de convocação das eleições. Apesar de todas as manobras da monarquia o apoio ou vacilações dos partidos legais, da sabotagem dos revisionistas do UML e das maquinações do imperialismo ianque coordenadas pela embaixada em Katmandu e do expansionismo indiano. Esta vitória eleitoral dos maoístas é a demonstração cabal de que a imensa maioria do povo do Nepal quer transformações radicais da sociedade e acredita que o só o PCN-M tem o programa e compromisso para isto. A vitória também mostra que a sede de justiça do povo nepalês, que suporta um regime autocrático feudal, submetia a maioria da população, as minorias nacionais e as mulheres principalmente, às piores condições de exploração e existência. O que ficou evidente com a adesão recente e relativamente rápida das massas à guerra popular dirigida pelo PCN-M, que em dez anos — 1996 a 2006 — chegou a dominar 80% do país. Ademais, a confiança das massas nos maoístas se explica também pela aplicação do programa de Nova Democracia nas áreas controladas pelo Partido nos anos de guerra.
Por outro lado é grande a expectativa popular com relação ao caráter de classe da Assembléia Constituinte, se dela surgirá um Estado de Nova Democracia ou se permanecerão as estruturas do velho Estado feudal. É chegada a hora de verificar se o compromisso do Partido Comunista do Nepal-maoísta é realmente com os operários, camponeses e demais classes revolucionárias do país ou com os setores conservadores com os quais o partido celebrou o acordo que pôs fim à guerra popular. Como não poderia deixar de ser, o monopólio dos meios de comunicação cumpriu seu papel, caluniando e difamando os maoístas. Seus "analistas" e suas "pesquisas de opinião" compradas pelo imperialismo colocavam o PCN-M em terceiro lugar, atribuindo baixo apoio popular, e agora têm que lidar com a vitória, até o momento, esmagadora dos maoístas. |
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| Nº 49, janeiro de 2009 |
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