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Estudantes protestam contra aumento de tarifas em Goiânia PDF Imprimir E-mail
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Estudantes pulam a catraca para panfletar em ônibus

O caos do transporte público, comum e banalizado em todas capitais brasileiras, é cada vez mais motivo de revoltas populares.

Em Goiânia um novo aumento da tarifa eleva o valor em 11,11%. Agora, cada trabalhador pagará R$ 2,00 para ser transportado em condições desumanas. O lucro das empresas goianienses é um dos maiores do país devido ao elevado processo de mecanização. Em Goiânia já não há mais cobradores! Mas os empresários do setor não se contentam em colaborar com o desemprego, a superlotação, as más condições dos veículos, os baixos salários dos motoristas, e agora, mais um aumento das tarifas.

Diversos setores da sociedade têm sofrido as consequências. A passadeira Maria de Oliveira reclama:

Agora vou gastar R$ 8,00, são quatro viagens por dia, para levar meu filho na creche é uma passagem, pra ir trabalhar é outra, e ainda tenho que ir e voltar em pé e sendo empurrada nos ônibus lotados.

Os estudantes que há muito lutam pelo passe-livre estudantil, denunciam que esse absurdo no transporte público é devido ao mesmo processo de privatização dos serviços públicos fundamentais como acontece com a saúde, a educação, a previdência e outros.

Cerca de 60 estudantes da Universidade Federal de Goiás — UFG, de diversos cursos convocados pelo Movimento Estudantil Popular Revolucionário protestaram no dia 25 de abril realizando o tradicional pula-catracas. Entraram no ônibus e não pagaram, pularam as catracas eletrônicas e distribuíram panfletos denunciando o absurdo aumento e exigindo o passe-livre estudantil.

Desta vez os motoristas foram orientados pela empresa a levar todos os estudantes para a delegacia no intuito de intimidar o protesto. Mas os estudantes se mantiveram firmes, e no ônibus parado enfrente à delegacia bradavam palavras-de-ordem contra a repressão e em favor da legitimidade do ato, o alvoroço chamou a atenção de populares que aprovavam a atitude dos estudantes. O delegado, para evitar maior repercussão, liberou os estudantes que voltaram vitoriosos para o Campus da UFG.

 
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