Anteriores
Ano VII, nº 44, julho de 2008
Fundo "soberano" é para desnacionalizar empresas | Fundo "soberano" é para desnacionalizar empresas |
|
|
|
| Henrique Júdice Magalhães | |
Objetivo é aprofundar dissolução da economia brasileira no mercado mundial monopolista.
A possibilidade de criação de um fundo estatal para investimentos no exterior — o chamado "fundo soberano" — foi levantada pelo ministro da Fazenda, Guido Man-tega, na primeira semana de maio. Prendendo-se ao aspecto superficial da questão, a imprensa mono-polista (Globo, Folha, Abril) identificou na proposta a orientação "estatizante" que seus colunistas mais obtusos atribuem à administração Luiz Inácio. Para esses colunistas, a criação do fundo seria uma manobra da "ala desenvolvimentista" do governo para retirar o controle de parte das reservas internacionais das mãos do Banco Central (presidido por Henrique Meireles, empregado do Banco de Boston).
A perspectiva alentada é financiar-se Intitulado O Brasil e suas empresas globais, esse painel — rea-lizado na tarde de 28 de maio — teve como conferencistas Roger Agnelli (presidente da Vale do Rio Doce), Jorge Gerdau Johanpetter (grupo Gerdau) e Emilio Odebrecht (cons-trutora Odebrecht). Tratam-se de três empresas monopolistas que, ante a paralisia das forças produtivas internas e conformando-se com ela, passaram a alentar a pers-pectiva da expansão para fora. Aliadas estratégicas do capital transnacional (que já controla di-retamente a Vale), são chamadas por seus intelectuais e pela imprensa que lhes faz eco de "empresas globais", "players brasileiros" "empresas multinacionais emergentes (EMEs)", etc.. Financiando a desnacionalização
"No Brasil— diz Frischtak —, o apoio financeiro (oficial) às EMEs está centrado no BNDES". Por isso, seria necessária a "criação de uma subsidiária externa do BNDES para apoiar a internacionalização das empresas brasileiras com recursos em outras moedas (que não o real), e que poderia emitir papéis a serem comprados por um eventual fundo soberano brasileiro". Isto serviria para transpor "restrições operacionais que impedem o Banco de atuar com maior desenvoltura no exterior". Em outras palavras, trata-se de facilitar — e financiar — o des-locamento de empresas sediadas no Brasil para o exterior, com a transferência de importantes elos de suas cadeias produtivas para fora do território nacional e, no limi-te, com a passagem da totalidade de seu controle a mãos estrangeiras. |
| < Artigo Anterior | Próximo Artigo> |
|---|
| Nº 46, setembro de 2008 |
| Edición en español |
A feed could not be found at http://feeds.feedburner.com/ANovaDemocracia
|
|
Receba as novidades por e-mail
| Assinaturas |
| Livros |
| Onde encontrar |
| Faça sua coleção |
| Início |
| Linha editorial |
| Anteriores |
| Edición en español |
| Exclusivo no site |
| Blog da Redação |
| Fale conosco |