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Ano VII, nº 47, outubro de 2008
Metalúrgicos, professores e bancários: à luta! | Metalúrgicos, professores e bancários: à luta! |
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| Ana Lúcia Nunes | |
Aproxima-se o segundo turno das eleições municipais. As propagandas de candidatos à reeleição insistem em afirmar maravilhas de suas administrações, das gerências estaduais e federal. Na contra-mão, seguem os trabalhadores, declarando greve e exigindo seus direitos, mostrando que nem tudo é um mar de rosas no Brasil da exploração e do desemprego.Metalúrgicos Os metalúrgicos de várias montadoras do Paraná e de São Paulo realizaram uma combativa greve durante a primeira semana de setembro. Foram mais de vinte mil metalúrgicos de braços cruzados. A tática foi a greve-pipoca. Cada dia uma fábrica era escolhida para parar, sem aviso prévio. Os metalúrgicos pediam entre 5 e 9% de aumento real. Inicialmente, o Sindicato dos Fabricantes de Veículos Automotores (Sinfavea) ofereceu 1,25% de aumento. Professores Os professores do Distrito Federal (DF) realizaram manifestação em frente à Câmara Legislativa do DF, no dia 16 de setembro. Eles prometem uma grande greve para o início de outubro. Eles reivindicam a implantação do Piso Nacional do Magistério e a aprovação do Plano de Carreira da categoria. Minas GeraisNo dia 22 de setembro, entraram em greve os médicos de São João Del Rei, Minas Gerais. A paralisação se estendeu até o dia 25 e teve 100% de adesão. A categoria reivindicou redução da jornada de trabalho e criação de uma carreira específica, além de aumento salarial. A redução da carga horária foi atendida e o Plano de Cargos, Carreiras e Salário encaminhado à votação, mas o aumento salarial foi rejeitado, uma vez que o Tribunal de Contas da União considerou que o "momento político inviabiliza o acréscimo de salários". São Paulo No último dia 15 de setembro paralisaram as atividades a Polícia Civil de São Paulo. Os policiais estão parados em São Paulo, Alumínio, Araçariguana, Mairinque, Catanduva e São Roque. Eles exigem reajuste salarial, melhores condições de trabalho e a saída do secretário de Segurança Pública, Ronaldo Marzagão. A paralisação é por tempo indeterminado. Rio de JaneiroOs servidores do judiciário do Rio de Janeiro estão em greve desde o dia 22 de setembro. A paralisação só acaba quando a Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro votar o aumento salarial de 7,3%. A greve se estende pelo interior do estado. A adesão é de cerca de 90% dos 350 servidores, de acordo com a diretoria do Sind-Justiça. Pernambuco No dia 26 de setembro, os trabalhadores da saúde de Pernambuco decretaram greve geral por tempo indeterminado. No mesmo dia, a Procuradoria Geral do Estado (PGE) entrou com uma ação judicial pedindo a ilegalidade da greve. A categoria ficou extremamente revoltada com a decretação da ilegalidade da greve, uma vez que eles não foram chamados pra negociar com o governo ainda. Mato Grosso do SulOs agentes penitenciários estão em greve desde o dia cinco de setembro. Eles são contra a Medida Provisória que aumenta a carga horária e as funções da categoria sem aumentar os salários. Metade dos agentes continua trabalhando por determinação judicial. Roraima Diversas categorias profissionais estão paralisadas. Os funcionários do Poder Judiciário entraram em greve no dia 20. Eles exigem 2,5% de aumento salarial e confirmação do Plano de Cargos e Salários. Além disso, querem o retorno de benefícios que foram retirados em 2007, como a jornada de 6h, remuneração de horas extras e plantões judiciais. |
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| Nº 49, janeiro de 2009 |
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