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Ano VI. nº 35, julho de 2007
Proletários lutam pelo Brasil do trabalho | Proletários lutam pelo Brasil do trabalho |
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| Henrique Júdice Magalhães | |
Os últimos dois meses marcaram novo crescimento da mobilização proletária. A gerência do oportunismo, além de não cumprir a maioria dos acordos firmados no ano passado com as diversas categorias em luta (se é que cumpriu algum), pôs em macha uma série de sinistras medidas antipovo, combinando a aplicação de suas contra-reformas via pacotes e projetos de lei, emenda 3 (que cria a Super-Receita), projeto de Universidade Nova, criação do Instituto Chico Mendes, e o ataque ao serviço público federal de saúde, com a transformação dos hospitais em fundações privadas.
Sob mando do imperialismo e a batuta do oportunismo, segue sua estratégia de privatizações que há muito deixaram de ser levadas a termo via leilões espetaculosos (a isto coube FHC). Dividem, desmontam, privatizam parte a parte os direitos do povo, legalizam e institucionalizam as fundações privadas no serviço público. Tudo isto muito bem articulado em todos âmbitos do velho Estado. CSN, novamente: Greve! Os metalúrgicos da Companhia Siderúrgica Nacional não entravam em greve há 17 anos. Iniciaram outra na manhã do dia 02 e junho. De madrugada a polícia militar já havia ocupado a entrada da empresa enquanto grevistas erguiam piquetes. A deflagração do movimento foi aprovada em uma votação que contou a participação de 6.205 operários. Os metalúrgicos reivindicam o IPC pleno e 6% de aumento real. A transnacional oferecia 5% de reajuste, incluindo o INPC e um abono de R$ 2 mil. Monopólios de imprensa , demissão repugnante
A truculência assume dimensões inomináveis também no interior dos monopólios de comunicação. No dia 8 de maio, a redação do jornal paulista Meio & Mensagem parou em protesto contra a demissão do editor-adjunto da publicação, Costábile Nicoletta. O motivo da dispensa de Nicoletta foi a publicação, por ocasião do falecimento do dono da Folha de São Paulo, Octávio Frias de Oliveira, de uma nota que lembrava suas relações com o regime fascista de 64 — revelando que, na década de 70, a Folha emprestava seus veículos para que o DOI-CODI e a OBAN levassem presos políticos até as casas de tortura. Aposentados O dia 25 de abril foi escolhido pela Confederação Brasileira de Aposentados e Pensionistas — Cobap para a realização de manifestações reivindicando um reajuste de 8,57% nos benefícios do INSS, em lugar dos 3,3% “concedidos” pelo governo. Em São Paulo, milhares de aposentados foram à Avenida Paulista. Desde o Plano Real os reajustes dos benefícios do INSS, acumulados, são 70% menores que os já ínfimos aumentos impostos ao salário mínimo. Os manifestantes protestavam também contra a iminente reforma da Previdência, que vai atacar aposentados e dificultar ainda mais o acesso dos trabalhadores aos benefícios do INSS. Pela moradia
Naquele mesmo dia, integrantes do Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto fecharam as rodovias Raposo Tavares, Castello Branco e Régis Bittencourt exigindo uma solução para as cerca de 3 mil pessoas acampadas desde 16 de março em um terreno no bairro Valo Velho, em Itapecerica da Serra, na Grande São Paulo. Pelo saneamento Ainda fora do âmbito estritamente sindical, 40 pessoas realizaram uma manifestação no dia 18 de abril em Belford Roxo, na baixada fluminense, reivindicando saneamento básico para diversas áreas do município. Apesar do número reduzido de participantes, foi o primeiro ato público na cidade em mais de uma década e contou com o apoio de camponeses, sindicalistas e estudantes. Motoristas no Acre
Os grupos monopolistas representados pelas empresas que exploram o transporte público em Rio Branco, Acre, são tão petulantes que fazem do centro da cidade sua garagem, atrapalhando o trânsito e criando vários problemas de segurança. Tornaram-se também os donos do terminal, onde ninguém pode transitar senão que estritamente como eles mandam. As administrações se sucedem fazendo olhos de mercador para a desordem imperante no trânsito da capital. Limpeza de caráter
Os lixeiros e varredores de rua de São Paulo paralisaram suas atividades, entre os dias 13 e 16 de abril, reivindicando reajuste salarial de 12% e fornecimento de lanche e protetor solar pelas empresas. Metroviários em greve
Os metroviários de Belo Horizonte paralisaram as atividades nos dias 21 e 22 de maio. Foi uma greve de advertência. Eles cobram o aumento do piso salarial de R$573 para R$800, criação de um plano de cargos e pagamento integral do plano de saúde. A Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU) oferece 3% de reajuste. |
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| Nº 48, dezembro de 2008 |
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