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27 de novembro de 2007
Ao Movimento Sindical Democrático Solidariedade ao povo pobre, aos posseiros e aos camponeses, vítimas do terror policial do Governo do Pará Conclamamos todos os verdadeiros democratas a se mobilizarem para apoiar os camponeses do Sul do Pará, violentamente atacados pela polícia militar da Governadora Ana Júlia (PT), no último dia 19 de novembro. Denunciados, sumariamente julgados e condenados por reportagens mentirosas, fascistas e reacionárias da Revista Veja e do Jornal Folha de São Paulo, milhares de camponeses que lutam pela posse da Fazenda Forkilha e outras centenas de posseiros da região foram atacados por uma verdadeira operação de guerra com o apoio do Exército, Policia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Polícia Militar e Civil. Tal ação esteve protegida por mandatos judiciais de prisão contra ativistas de diversos movimentos, principalmente os companheiros da LCP do Sul do Pará e Tocantins, porque seria impossível aos latifundiários ilegais da região obter mandados de reintegração de posse minimamente defensáveis do ponto de vista jurídico, além do que seriam completamente imorais. A gravidade é tal que mesmo algumas entidades, que têm vínculo público com a Governadora, denunciaram as torturas com afogamentos, asfixiamento com sacos plásticos, espancamentos e etc. E também que centenas de mulheres e crianças estão sem contatos com seus familiares.
O que estas entidades, a Polícia Militar e Civil, a imprensa reacionária e a governadora escondem é que diversos ativistas, principalmente da Liga dos Camponeses Pobres, todos com atuação pública, conhecidos pelos próprios órgãos dos governos estadual e federal como representantes legítimos dos camponeses nas áreas em que atuam estão vivendo sob intensa perseguição, sob verdadeiro terror do Estado. Quase todos ativistas estão com mandado de prisão, são perseguidos pelas patrulhas policiais e por bandos de pistoleiros. Um conhecido líder camponês de Redenção, de nome Rivaldo, foi brutalmente assassinado com dois tiros na cabeça, o que sequer foi citado pela imprensa ou notas oficiais do governo. Companheiros já não conseguem contatar suas famílias há quase dez dias. É um verdadeiro Estado de Sítio! Tudo isso para impedir a denúncia do latifúndio, do trabalho escravo e da pistolagem dos latifundiários no Sul do Pará. Para impedir a denúncia da “ação pacífica” da polícia da governadora Ana Júlia (PT). Para lograr a eliminação dos ativistas combativos e de todos os posseiros do Sul do Pará, para defender o latifúndio e os interesses de assassinos e escravocratas como Jairo Andrade, da Forkilha; Daniel Dantas, do Banco Oportunity, e de muitos outros conhecidos bandidos de alta classe.
E mais: para impedir que a revolta que tomou conta dos camponeses pobres e mesmo de amplos setores de pequenos comerciantes e pequenos proprietários, de Conceição do Araguaia, Redenção, Santa Maria das Barreiras, Cumaru do Norte, enfim, de todo o Sul do Pará, se organizem definitivamente! Não conseguirão! |
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| Nº 48, dezembro de 2008 |
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