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Em 2009, os monopólios cresceram e avançaram sobre os quatro
cantos do mundo como medida desesperada para sobreviver à crise capitalista
de superprodução. São transnacionais dos setores químico,
tecnológico, de telecomunicações, petrolífero,
saúde, automobilístico e outros que começam o ano de 2010
muito maiores do que eram no início de 2009. Empresas gigantes como
Exxon, IBM e Telefónica – velhas algozes da classe trabalhadora – aumentaram
seus tentáculos. Não obstante, cada grande fusão ou aquisição
anunciada deve ser entendida como um espasmo do capital agonizante.
Além disso, a absorção de empresas menores ou equivalentes
do mesmo ramo pelos peixes grandes desmoraliza a profilaxia liberal da concorrência
capitalista como remédio para todos os males sobre a Terra, deixando à mostra
que os monopólios são colossos imperialistas no caminho do inevitável
desmoronamento, do alto de todas as suas fusões e aquisições
feitas em busca de sobrevida.
A sanha monopolista também foi observada entre grandes empresas baseadas
no Brasil: no setor alimentício, a JBS-Friboi abocanhou a Bertin pela
bagatela de R$ 27 bilhões, e a Perdigão pagou R$ 21 bilhões
pela Sadia; na área de saúde, a Amil comprou a Medial; no varejo,
o grupo Pão de Açúcar incorporou o Ponto Frio e as Casas
Bahia; No setor bancário, o Bradesco desembolsou R$ 1,4 bilhão
pelo Ibi, enquanto as instituições financeiras geridas pelo velho
Estado, o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal, assumiram o controle
do Banco Votorantim e do Banco Panamericano, respectivamente. Já nos
primeiros dias deste ano a Petrobras e o grupo Odebrecht anunciaram a compra,
através de sua controlada Braskem, dos ativos da Quattor Petroquímica,
empresa até agora controlada pela família Geyer.
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