|
|
| As malas do japonês |
|
|
|
| Luiz Arce Borja | |||
|
O coronel Huamán Ascurra, ex-braço direito de Vladimiro Montesinos, informou à fiscal Cecilia Magallanes que o japonês Fujimori, ex-presidente do Peru, exigiu que lhe fossem entregues 43 malas que eram de propriedade de Montesinos e continham vídeos e áudios da corrupção. Um dos aspectos interessantes da declaração do coronel Ascurra é o seguinte: “O presidente (Fujimori) exigiu, com ameaças, que eu lhe entregasse o vídeo onde estava registrado o diálogo de Montesinos com Abimael Guzmán, com aproximadamente 5 mil horas de gravações.” Então nos perguntamos: “E porque Fujimori estava tão interessado em recuperar as conversações entre Vladimiro Montesinos e o Doutor Abimael Guzmán?” Essas conversações, vídeos sem editar, seriam a prova irrefutável da patranha montada pelo serviço de inteligência em torno do “acordo de paz” que, supostamente, o doutor Abimael Guzmán solicitava tão cordialmente a Fujimori. Talvez esses vídeos explicariam o porque do comportamento adulador de Osmán Morote com Vladimiro Montesinos e desmoralizariam toda a “vitória” do japonês Fujimori diante da guerrilha maoísta. É por isso que esses vídeos não podiam ficar nas mãos de Montesinos, pois, de fato, demonstrariam publicamente, e cortariam toda credibilidade do presidente mais genocida e corrupto de toda vida republicana no Peru. O fac-simile da carta de Huamán Ascurra pode ser lida na página do Eldiario Internacional:www.eldiariointernacional.com
|
Marx & Engels |
| Nº 86, fevereiro de 2012 |
| Edición en español |