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Cidade do México - No dia 13 de agosto passado, a repressão mexicana prendeu, arbitrária e covardemente, cinco pessoas: o comerciante Pablo Alvarado Flores; o carpinteiro Sergio Galicia Max e os irmãos Alejandro, Héctor e Antonio Cerezo y Contreras — estudantes da Universidade Nacional Autônoma do México e filhos de militantes revolucionários do Partido Democrático Popular/ PDPR-EPR.
Uma semana antes destas prisões, várias bombas foram detonadas na Cidade do México, tendo como alvos sedes do banco Banamex. A ação armada foi assumida então pelas Forças Armadas Revolucionárias do Povo (FARP), mas a partir daí, membros do governo de Vicente Fox começaram a dar declarações à imprensa sempre acusando as organizações de massa de estarem envolvidas com as organizações armadas clandestinas, forjando justificativas para reprimir, prender e torturar trabalhadores e estudantes.
Estas absurdas prisões revelam, mais uma vez, que assim como em outros países da América Latina, o aparato de repressão do Estado mexicano continua montado e atuante: prende, arranca declarações mediante bárbaras torturas, espalha falsas provas, "faz desaparecer" pessoas e assassina os lutadores sociais.
Depois dos atentados de 11 de setembro ao World Trade Center e ao Pentágono (Ministério da Guerra), nos Estados Unidos, o presidente Vicente Fox e seu gabinete, de maneira servil, vem tentando impor ao México a "guerra antiterrorista" dando continuidade à agressão suja e à guerra de baixa intensidade GBI contra o movimento armado revolucionário naquele país, convertendo em letra morta os mais elementares direitos do povo mexicano e a sua própria legislação.
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