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| O caminho para a conquista do passe livre |
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| Paulo Prudêncio | |||
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Novamente os estudantes de Belo Horizonte retomam as jornadas de luta pelo passe livre estudantil. No dia 25 de junho um protesto convocado pela União Colegial de Minas Gerais (UCMG) e Movimento Estudantil Popular Revolucionário (MEPR) reuniu cerca de 250 estudantes secundaristas de diversas escolas da capital mineira. Em entrevista a AND, Jairo Fonseca, militante da UCMG, fala sobre essa bandeira histórica de luta dos estudantes e sobre o caminho para a sua conquista. AND – Há vários anos os estudantes de Belo Horizonte lutam pelo passe livre, como essa luta vem se desenvolvendo? JF – Realmente, eu sequer havia nascido quando aconteceram as primeiras manifestações pelo passe livre em BH. A luta pelo passe, ao longo dos anos teve altos e baixos. Tivemos momentos, como em 1999 e 2000 que a própria UCMG mobilizou mais de cinco mil estudantes nas ruas em grandes manifestações. Houve também movimentos de bairros pelo passe, protestos importantes também no ano de 2000. A bandeira do passe já foi traficada por oportunistas que tentaram promover "candidatos do passe livre", como fez o PSTU, utilizando essa luta como trampolim eleitoreiro, e também para promover "vereadores do passe livre", com projetos de lei cujo objetivo não era a conquista do direito para os estudantes, mas para alavancar este ou aquele partido ou candidato oportunista. Tivemos também momentos de dificuldades de mobilização, perseguição por parte de diretorias autoritárias nas escolas, que perseguiam as organizações estudantis (entidades e grêmios) combativos. As entidades governistas, também contribuíram para a diluição do movimento. Em meados dos anos de 1990 até início de 2000 foi a UBES/PCdoB (União Brasileira dos Estudantes Secundaristas) que contrapunha a bandeira dos estudantes com a palavra de ordem oportunista do "meio-passe", servindo como ponta de lança da prefeitura do PT para enfraquecer o movimento. Hoje outras correntes oportunistas fazem acordos com a prefeitura com a mesma cantilena de meio-passe. Antes do protesto convocado pela UCMG no dia 25, militantes da AMES/PCR chegaram a percorrer salas de aula nas escolas dizendo aos estudantes para não irem à manifestação. JF – Em primeiro lugar, não é correto dizer a "bandeira da UCMG". Essa bandeira é de todos os estudantes. O que nós lutamos é para resgatá-la. Defendemos o passe livre de fato. A passagem do transporte coletivo urbano de BH é uma das mais caras do país: R$ 2,30. Uma família com 2 filhos em idade escolar gasta no mínimo R$ 9,20 apenas com o transporte, sem contar os livros, fotocópias, alimentação, uniforme, etc. isso representa R$ 220,00 no mês apenas com o transporte. E os remédios, alimentação da família, lazer, cultura, onde fica? JF – Sabemos que não será fácil. Vemos os exemplos de Florianópolis, anos seguidos de mobilizações. No Rio de Janeiro, os estudantes tinham o passe e ele foi retirado, é uma luta permanente. Assim como nos anos anteriores, entendemos a luta do passe como uma jornada, a soma de várias mobilizações, desde a luta em cada escola até as manifestações gerais. JF – A UCMG não é uma entidade exclusiva de luta pelo passe. A UCMG é uma entidade que luta por todos os direitos dos estudantes, passando pelo passe livre até a democratização do ensino. Lutamos por um movimento estudantil que sirva ao povo e faça parte de sua luta. Florianópolis No dia 30 de junho ocorreu um protesto contra aumento das tarifas de ônibus na Grande Florianópolis. A manifestação foi convocada pelo Movimento Passe Livre e contou com a presença de cem estudantes que se mobilizaram no Terminal de Integração do Centro — Ticen. Mato Grosso do Sul Os Diretórios Centrais de Estudantes (DCEs) da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul e da Universidade Federal da Grande Dourados vêm mobilizando os estudantes para a luta contra o aumento no passe estudantil. AmazonasNo dia 30 de junho os estudantes de Manaus realizaram um protesto pelo passe-livre. Os estudantes da capital amazonense já possuem o meio-passe e denunciam a política da prefeitura que pretende limitar o número de concessões da meia-passagem.
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V. I. Lenine |
| Nº 89, maio de 2012 |
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