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O monopólio dos meios de comunicação
vem dedicando grande atenção às greves de fome de cubanos
ansiosos pela queda do regime político da ilha caribenha, mas há greves
de fato, frutos de mobilização e organização coletiva,
e muito mais importantes acontecendo em todo o mundo. Na Finlândia, por
exemplo, os estivadores realizaram um vitorioso movimento grevista de mais
de duas semanas, paralisando os portos do país e impondo prejuízos
diários de US$ 137,5 milhões aos industriais locais, que usam
o mar para escoar 80% do que produzem para exportação. Os trabalhadores
dos portos receberam manifestações de solidariedade de companheiros
de várias outras categorias, como os ferroviários, que sinalizaram
com a possibilidade de uma greve de apoio caso os patrões permanecessem
irredutíveis. O vitorioso movimento dos estivadores, que conseguiram
a assinatura de um novo contrato de trabalho, já levou a reação
a começar com as reivindicações de mudanças na
legislação sobre greves do país, a fim, obviamente, de
dificultar as ações das massas organizadas. O pontapé inicial
foi dado pelo presidente da Confederação das Indústrias
Finlandesas, que pediu mudanças "o mais rapidamente possível",
sendo que a mídia burguesa local prontamente ajudou na repercussão
da ladainha.

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