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A reciprocidade entre oportunismo e reação Luiz Inácio e sua pupila Dilma decidiram, no final de março, dar um novo nome para a usina nuclear de Angra I, no Rio de Janeiro, que passará a se chamar "Usina Presidente Ernesto Geisel". Segundo a crônica política publicada espremida entre outras notas curtas da revista Veja, eles rebatizaram a usina a pedido do oligarca Edson Lobão. Foi exatamente quando Geisel encabeçava o gerenciamento militar no Brasil que Luiz Inácio ganhou fama com sua liderança pelega no Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo. Com a homenagem que agora rende ao sanguinário general, ajuda a dissipar a ilusão de que o ex-sindicalista feito gerente semicolonial do Brasil traiu o seu povo; na verdade, nunca esteve ao lado dele. Agora mesmo, quando o canal de notícias Globo News resolveu abrir o microfone para que os velhos gorilas destilem sua verborragia anti-povo, o general Leônidas Pires Gonçalves, ex-chefe do DOI-Codi do Rio de Janeiro e do Comando Militar do Sul, disse que nunca considerou Luiz Inácio um inimigo: "Eu sou muito justo. O que é um subversivo para nós? Subversivo é um homem antissistêmico. O presidente Lula sempre foi entressistêmico. Ele fazia parte de um segmento democrático que se chama sindicato. Então, ele nunca foi subversivo no meu ponto de vista". São as homenagens que os inimigos do povo fazem entre si, cada qual vestindo sua farda ou fantasia.
Lucros proporcionais às
fraudes Trapalhadas desnudam picaretagem eleitoral Vai-se aproximando mais um processo eleitoral farsesco e a chamada "pré-campanha" com vistas ao sufrágio que se avizinha já começou, com Dilma e Serra se oferecendo ao imperialismo e às classes reacionárias locais como os principais candidatos a gerenciar o velho Estado. Enquanto a direita (declarada), o oportunismo e quaisquer variações das forças anti-proletárias e anti-camponesas ainda não se digladiam nas urnas, o grupo dos quatro maiores institutos de pesquisa do Brasil vão dando cabeçadas uns contra os outros ao apresentarem resultados conflitantes de suas sondagens em um curto espaço de tempo. Enquanto o Instituto Datafolha, do grupo Folha da Manhã, anunciou Serra subindo nas intenções de voto com nove pontos percentuais de distância para Dilma, o Vox Populi (contratado por um sindicato pelego) deu empate técnico entre Dilma e Serra. A diferença entre os dois resultados ficou além da margem de erro de uma e de outra sondagem. Como explicar? Depois, o Instituto Sensus divulgou números dando empate de fato entre os dois políticos. Tudo isso em um intervalo de menos de quinze dias. Sem querer, Ibope, Datafolha, Sensus e Vox Populi mostram que não há metodologia de pesquisa que dê conta de atribuir qualquer espécie de cientificidade, mesmo a das pesquisas de campo, às corridas eleitorais marcadas pelas mentiras, pela demagogia e pela contra-propaganda para tentar convencer o povo de que boa mesmo é a democracia burguesa, a do tipo ilusória, aquela que funciona mediante acordos entre gangues partidárias e militares, industriais e as potências imperialistas. Em desespero, gerência da Grécia tenta frear especulação financeira
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| Nº 89, maio de 2012 |
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