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| Organizações democráticas do Brasil exigem a libertação de Zhao Dong-min |
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Operários, advogados e estudantes de direito realizaram uma manifestação em frente a embaixada da China em Brasília, no último dia 18 de novembro.
O embaixador da China no Brasil, Qiu Xiaoqi, negou-se a receber o documento elaborado pelas entidades organizadoras do protesto que proclamava: "Expressamos ao governo da China os nossos veementes protestos contra a absurda e ilegal prisão e condenação do advogado Zhao Dong-min e reiteramos a exigência dos trabalhadores brasileiros pela sua imediata libertação; a declaração de sua inocência, compensação de suas perdas financeiras e sofrimento mental; além da punição rigorosa dos responsáveis pelas falsas acusações."
Os manifestantes entoaram o hino A Internacional durante o protesto e ao final saíram em passeata e com o firme propósito de levar a campanha pela libertação do advogado Zhao Dong-min para as universidades e locais de trabalho. Trechos de artigo traduzido de chinaworker.infp ShaanxiApoiar Zhao Dong-min, o sindicalista e militante maoísta presoShi Chuan Na quarta-feira, 20 de outubro, o advogado que representa Zhao Dong-min recebeu do Tribunal o veredicto final que proferiu: uma sentença de 3 anos para Zhao, em razão do seu "crime" de "perturbar a ordem social". Zhao já foi transferido da delegacia para a prisão. Zhao Dong-min foi inicialmente preso devido à sua criação "Congresso das Massas para os sindicatos de empresas públicas e privadas na província de Shaanxi" e sua participação direta nos recursos judiciais coletivos dos trabalhadores das empresas estatais. Foi novamente detido ilegalmente pela polícia quando seu caso chamou a atenção dos maoístas e de outros militantes de esquerda. O governo local agiu como se estivesse enfrentando uma grande força inimiga e prendeu várias pessoas que tinham ido ao tribunal para protestar contra a prisão de Zhao.
Em cidades como Luoyang e Zhengzhou, militantes maoístas organizaram vários comícios para apoiar Zhao Dong-min. Em 18 de outubro, a família de Zhao foi a Pequim para se reunir com alguns antigos quadros maoístas aposentados do PCCh, e contratou Li Jinsong, diretor legal da agência Yitong, em Pequim, substituindo Zhao como advogado de defesa baseado em Shaanxi. Li Jinsong é um advogado famoso por defender os direitos dos trabalhadores na China Talvez, devido a seu medo de uma outra manifestação das massas, o governo local chegou a um veredicto final em segredo dias antes da data inicialmente planejada do segundo estágio da audiência - 25 de outubro -, assim, esse outro "incidente em massa" pôde ser evitado. Nos últimos anos, diante das enormes disparidades entre os ricos e os pobres, da corrupção desenfreada, bem como da desordem social provocadas pelas "reformas de abertura" capitalista, as massas da China, há muito tempo, já estão prenhes de sentimentos de raiva e indignação. Mas, o regime burocrático do PCCh continua reprimindo brutalmente qualquer tipo de poder social, ou de massa, que possa potencialmente desafiá-lo. Devido a grave desigualdade da renda e da desordem social, entre certas camadas das massas na China, especialmente entre os trabalhadores das empresas ex-estatais, existe um crescente ceticismo contra o regime vigente e um sentimento de saudade dos velhos tempos maoístas. Esse fenômeno é particularmente evidente na "segunda camada" das cidades industrializadas da China, como Zhengzhou, Taiyuan, Luoyang e Xi'an. Os maoístas, nesses locais, sempre realizam comícios e outras atividades, em especial nas datas de aniversário de Mao Tsetung, da República Popular da China e do PCCh, a fim de protestar contra as reformas de abertura capitalistas. Como resultado disto, as forças policiais do governo chinês também mantém uma vigilância muito atenta sobre os maoístas e suas atividades políticas, especialmente aquelas que são relativamente organizadas. Desde a prisão de Zhao Dong-min e de membros do Partido Comunista Maoísta da China (PCMC) no ano passado, houve, este ano, novos confrontos entre as massas Maoístas e policiais em lugares como Zhengzhou e Luoyang. Nos opomos firmemente às ações do regime atual do PCCh e sua violação dos direitos básicos democráticos da classe trabalhadora chinesa e das massas em geral, bem como da supressão dos movimentos dos trabalhadores em toda a China. Apoiamos também as atividades de Zhao Dong-min e outros ativistas que promovam os direitos dos trabalhadores das comunidades de base e das organizações. _________________
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V. I. Lenine |
| Nº 89, maio de 2012 |
| Edición en español |