Nascido em um festival de música brasileira dos anos setenta,
o mineirinho Nóis do canto divulga e valoriza
a simplicidade do homem do campo, através da música da terra,
a música regional, principalmente das Minas Gerais. Com dois discos
gravados, e mantendo uma forte influência do trabalho de Geraldo
Vandré, Quinteto Violado, Banda de Pau e Corda, entre outros, o
grupo mescla nas apresentações do showMais
um cadim de nóis canções autorais e de
artistas afins.

O Nóis do Canto com Rolando Boldrin, o segundo sentado da direita
para a esquerda
Corria o ano de 1979, quando ainda aconteciam os festivais de música
popular brasileira pelo país. Zinho, um dos fundadores do grupo, organizava
um desses festivais no Centro Educacional do Bonfim, em Juiz de Fora, quando
constatou que não tinha dinheiro para contratar uma atração
para o intervalo, período em que os jurados estariam escolhendo os
vencedores. Sabendo que o povo esperaria por isso, chamou amigos e juntos
escreveram uma música, acrescentaram outras de Geraldo Vandré,
e nasceu o Canto da terra, atualmente Nóis
do canto.
— Geraldo Vandré foi um ícone na luta contra a repressão
militar. Inclusive corríamos o risco de não poder tocar, por
conta da censura. Mas para nós valia a pena arriscar e o povo amou.
Daí pra frente, devido ao sucesso que tivemos, começaram a
surgir convites para apresentação em outros festivais, alguns
inclusive vencemos, feiras agropecuárias e shows por Minas
Gerais — conta Marcelo Juliani, produtor, diretor e um dos componentes
do Nóis. .
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