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Patrick Granja
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O ano de 2010 certamente representou um divisor de águas na
história do Rio de Janeiro. O ano que será lembrado pela burguesia,
pelos ricos, como um período de fartura; e pelas massas, pelos pobres,
como uma época de sofrimento, perdas e, principalmente, de luta.

Policiais da UPP do Borel impõem regime de terror na favela
Em
2010, as classes dominantes e seu velho Estado orquestraram um intenso
ataque ao povo da recém-anunciada cidade olímpica. Ataque marcado
pela ação sincronizada de todas as esferas do gerenciamento
político, municipal, com as remoções de vários
bairros pobres e o choque de ordem roubando camelôs e prendendo moradores
de ruas; na esfera estadual, com a intensificação do extermínio
de jovens pobres em várias favelas e a violenta militarização
de outras por meio das famigeradas UPPs; e por fim, o gerenciamento Dilma-Luiz
Inácio, patrocinador de toda a barbárie.
Quem se lembra das manchetes dos jornais do primeiro dia do ano? Há exatos
doze meses, a imprensa no Brasil e no mundo noticiava a chuva de proporções
catastróficas que castigou os municípios de Paraty e Angra dos
Reis..
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