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Hugo R C Souza
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São duros os dias que correm para os irmãos trabalhadores de Portugal. A delegação da Europa do capital e do FMI já desembarcou em Lisboa para acertar os detalhes e a dimensão dos cortes de direitos e salários exigidos como contrapartida para o socorro ao Estado português falido e aos seus bancos moribundos. Duros combates com o grande capital europeu estão por vir.

Budapeste, Hungria: 50 mil manifestantes contra as medias antipovo da União Europeia
As grandes centrais sindicais portuguesas se juntaram às facções partidárias e às confederações patronais do país e resolveram sentar-se à mesa com os interventores da União Europeia, do Banco Central Europeu e do FMI para darem a sua valorosa contribuição ao "resgate financeiro" de Portugal e todas as drásticas consequências para o povo que essa "ajuda" implicará.
As centrais CGTP e a UGT parecem mais afeitas a negociar com os opressores algumas amenizações pontuais do arrocho que se anuncia – "reduzir o déficit com sensibilidade social", nas palavras do secretário-geral da UGT, João Proença – do que ajudar a mobilizar as massas trabalhadoras para rechaçar incondicionalmente a intervenção estrangeira que visa destruir os serviços públicos e degradar ainda mais as condições de vida e trabalho do povo português..
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