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Hugo R C Souza
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É do conhecimento de todos: o rastilho de pólvora da crise geral do capitalismo deu a volta ao mundo e voltou a estourar na Europa há cerca de um ano na forma de "crise da dívida" – depois da "crise de crédito" –, com o anúncio de que a Grécia não conseguiria pagar aos grandes bancos do continente suas dívidas monstruosas, tornadas monstruosas em função de juros exorbitantes. "Crise da dívida": a absoluta incapacidade de os Estados nacionais pagarem os juros das suas dívidas públicas, o que os tecnocratas costumam chamar de "insolvência".

Londres, manifestantes marcham no Hyde Park contra os cortes no setor público
Pois a "crise da dívida" europeia – manifestação da crise geral dos monopólios – se alastrou, e não apenas para os países mais periféricos da Europa, como Portugal e Espanha, considerados por alguns verdadeiras semicolônias sob a espoliação direta e feroz das potências Grã-Bretanha, Alemanha e França, mas também para nações como a Itália, que integra o G8, grupo dos países ditos mais ricos do mundo..
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