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Patrick Granja
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No início do mês de julho, a reportagem de AND foi ao Morro da Mangueira conversar com um grupo de mais de 50 comerciantes que tiveram seus estabelecimentos destruídos pelo choque de ordem do prefeito Eduardo Paes. O alvo dos tratores da prefeitura foram as tradicionais tendinhas e barracas na entrada da quadra da escola de samba Estação Primeira de Mangueira. Segundo a prefeitura, os estabelecimentos foram removidos porque ocupavam uma área pública. No entanto, os trabalhadores, a maioria mulheres, dizem que tanto o atual gerente municipal, Eduardo Paes, quanto o seu antecessor, Cesar Maia, prometeram-lhes mundos e fundos durante suas campanhas eleitorais. Entre as promessas estavam a concessão de alvará para os comerciantes e a revitalização de seus estabelecimentos.
No mesmo dia em que o BOPE chegou à favela para dar início à militarização, agentes da prefeitura, sem notificar os trabalhadores, começaram a demolir as barracas uma a uma. Nossa equipe conversou com as vítimas desse novo episódio de abuso por parte da prefeitura contra moradores de favelas e bairros pobres no Rio de Janeiro..
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