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| Luta pela terra |
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RondôniaNovas provocações e ameaças contra camponeses da Santa ElinaCom informações do Comitê de Defesa das Vítimas de Santa Elina – Codevise
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Noticiamos na edição 81 de AND o despejo violento das famílias organizadas pelo MST que ocupavam as terras da Fazenda Salto Grande, no município de Americana – SP, ocorrido em 30 de agosto.
Mas na manhã de 10 de setembro, cerca de 150 famílias retomaram a área. Os camponeses afirmam que a usina se instalou em terras que pertencem ao Instituto Nacional de Seguridade Social – INSS e explora a monocultura da cana-de-açúcar em seus mais de quatro mil hectares.
A advogada da Usina, Mônica Malvessi, disse que a empresa arrendou a propriedade há 20 anos e que a usina entraria com novo pedido de reintegração de posse, o que foi concedido no dia 19 de setembro, apesar dos protestos dos camponeses que exigiam um posicionamento do Incra sobre a desapropriação da área para ‘fins de reforma agrária.’
As famílias permanecem na área, mas a qualquer momento podem sofrer novo despejo violento. Os camponeses exigem a desapropriação imediata do latifúndio e a entrega das terras para as famílias que já as ocupam e nelas produzem.
Com informações do Conselho Indigenista Missionário
Em 9 de agosto, indígenas da nação Guarani-Kaiowá retomaram suas terras tradicionais estabelecendo a aldeia Pyelito Kue /Mbarakay.
Há anos eles são alvo de provocações e ataques do latifúndio na área onde hoje é o município de Iguatemi – MS.
As terras Guarani-Kaiowá estão localizadas entre os latifúndios Maringá e Santa Rita, sendo esta última de propriedade do prefeito de Iguatemi, José Roberto Felipe Arcoverde (PSDB).
Em 2009, os indígenas já haviam sido atacados por pistoleiros que agrediram brutalmente homens, mulheres e crianças. Arcelino Oliveira Teixeira, uma liderança da tribo, está desaparecido desde então. Os Guarani-Kaiowá denunciam que sua liderança foi assassinada durante a ação dos pistoleiros.
Em 23 de agosto último, a aldeia Pyelito Kue/Mbarakay foi atacada por um bando de pistoleiros que invadiram a área a cavalo agredindo os indígenas e fizeram ameaças de morte.
Na noite de 5 de setembro, as 125 famílias indígenas que ocupavam a área foram atacadas por pistoleiros que chegaram em dois caminhões e abriram fogo contra a aldeia. As ocas onde viviam os indígenas foram depredadas e incendiadas.
Repetidas vezes os Guarani-Kaiowá da aldeia Pyelito Kue /Mbarakay denunciaram a tentativa de roubo de suas terras e a ação de bandos de pistoleiros a mando do latifúndio e de usineiros na região. Dezenas de famílias permanecem na aldeia e alertam para um desfecho sangrento para este caso, e afirmam sua decisão de permanecer em suas terras tradicionais, local onde viveram seus antepassados e pretendem criar seus descendentes.
Na manhã de 14 de setembro, no município de Itatinga – SP, uma diligência do Ministério Público do Trabalho detectou um cativeiro com 32 trabalhadores em condições degradantes e submetidos a trabalho escravo em uma das propriedades da transnacional Sucocítrico Cutrale, uma das maiores produtoras de suco de laranja do mundo, e detentora de latifúndios que exploram a monocultura para exportação.
Os 32 trabalhadores "habitavam em uma única residência, em péssimas condições de higiene e conforto, sem existência de armários, vestiários, despensa, cozinha, ventilação e iluminação adequadas", declarou o procurador Luis Henrique Rafael em matéria publicada na página jusbrasil.com.br em 20 de setembro.
Os trabalhadores denunciaram terem sido arregimentados por um "gato" em Imperatriz – MA e outros eram oriundos de São Paulo. Afirmaram também ter recebido falsas promessas de salário, boas condições de trabalho e moradia.
"Como constatado pela equipe investigatória do MPT, os trabalhadores chegaram a Itatinga no início de setembro já endividados pelas despesas de transporte e alimentação, assim como tiveram a notícia de que teriam que arcar com o aluguel da residência e despesas de alimentação, no valor de R$ 12 por refeição", denunciou o procurador Marcus Vinícius Gonçalves, que também participou da operação [jusbrasil.com.br].
Revoltados, os trabalhadores paralisaram o serviço e denunciaram a situação à fiscalização do trabalho. Após a comprovação das denúncias dos trabalhadores, a Cutrale foi obrigada a custear o retorno dos trabalhadores aos seus locais de origem, bem como pagar todos os direitos dos trabalhadores como: salário, aviso prévio indenizado no importe de um salário base do trabalhador rural, férias e 13º proporcionais, além de uma verba individual a título de ajuda de custo alimentação para a viagem com duração de três dias.
Nessa mesma diligência do MPT foi detectado outro alojamento com trabalhadores sergipanos também em péssimas condições. A Cutrale também foi obrigada a conceder todos os direitos a esses trabalhadores.
Com informações do blog do Sakamoto
Em 31 de agosto foram encontrados 22 trabalhadores submetidos a trabalho escravo na fazenda Rural Verde, em Sítio do Mato, município baiano próximo a Bom Jesus da Lapa. A área, segundo a equipe do Ministério do Trabalho, pertence a Sílvio Roberto Coelho, proprietário da TV Aratu, afiliada ao SBT, e irmão de Nilo Coelho, ex-governador da Bahia.
De acordo com a auditora fiscal do Ministério do Trabalho e Emprego, Inês Almeida, coordenadora da ação, 17 pessoas atuavam na derrubada de árvores e produção de mourões e outros cinco erguiam cercas para a fazenda de gado. A maior parte se encontrava na área desde maio, sem salário regular. Recebiam produtos alimentícios que eram descontados da remuneração. "A situação era de servidão por dívida", explicou Inês.
Os auditores fiscais constataram que o local do banho era um tanque de água suja, que os trabalhadores dividiam com o gado – que lá ia beber. Toras de madeira eram usadas para montar as camas nos barracos de lona que serviam de alojamento.
A fazenda recusou-se a pagar os trabalhadores e a reconhecer o vínculo empregatício, afirmando que não eram seus empregados e sim do empreiteiro contratado para o serviço. O "gato" teria fugido. Eles receberão três parcelas do seguro-desemprego – benefício a que os libertados também têm direito. A dívida com os trabalhadores foi de cerca de R$ 80 mil.
Silvio Roberto Coelho afirmou não haver problemas na propriedade. Posteriormente, Tiago Coelho, filho de Sílvio e um dos sócios da propriedade, disse que, após a operação, houve uma reunião com o Ministério Público do Trabalho e um Termo de Ajustamento de Conduta foi assinado e disse reconhecer "que há alguns problemas na fazenda, mas não trabalho escravo." Que seria então?
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![]() Obras Escolhidas IMarx & Engels382 páginas De |
| Nº 89, maio de 2012 |
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