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Hugo R C Souza
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As administrações dos Estados capitalistas "avançados" e das semicolônias estão levando a cabo uma enorme ofensiva de dilapidação dos direitos e garantias historicamente conquistados pelas classes trabalhadoras. É o caráter parasitário dos monopólios sendo levado às últimas consequências, proporcionais ao tamanho da crise estrutural do capitalismo.
Na Grécia em franca rebelião contra o arrocho ao povo do país requisitado pelo FMI, pela Alemanha e pela França, os salários dos funcionários públicos estão sendo ceifados em até 70% do que era pago em 2009. O desemprego já atinge 40% dos jovens. Os artífices das políticas antipovo querem despedir nada menos do que 30 mil servidores até 2013, um crime que será perpetrado não só contra quem vai ficar sem trabalho e salário, mas a toda a população, uma vez que as demissões comprometerão o que resta dos serviços públicos a que o povo tem direito.
Um desses serviços públicos é a saúde. Na Grécia, era. Os "ajustes" acertados entre a gerência "socialista" de Georges Papandreou e os interventores a quem presta contas preveem um corte de 40% nos recursos destinados aos hospitais públicos do país, que já estão longe de serem modelos de atendimento à população. .
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