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Em meados de outubro, o chefe da missão de intervenção do FMI e do Banco Central Europeu na Grécia requisitou à gerência "socialista" de Georges Papandreou a redução do salário mínimo no país – hoje, fixado em 750 euros, cerca da metade do salário mínimo pago na França, por exemplo. Dias antes, a chefe alemã Angela Merkel fez mais uma clara ameaça à soberania da Grécia, dizendo que a União Europeia pode intervir no orçamento de quem desrespeita as regras do bloco, o que significa dizer que a Alemanha, a França e o Reino Unido, em conluio, podem intervir em quaisquer paragens do continente.
A bem da verdade, a "soberania" da Grécia, bem como das outras semicolônias deste mundo, não passa de letra jurídica que obriga a existência de intermediários para a rapina imperialista.
Prova disso é que em Portugal, outra nação europeia sob intervenção das potências, o primeiro-ministro Pedro Passos Coelho justificou o orçamento para 2012, anunciado agora em outubro, dizendo que "os compromissos com a União Europeia e com o FMI são para cumprir à risca".
Na Espanha, em 2011, pela primeira vez em várias décadas, a emigração será maior do que a imigração. .
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