| Hugo R C Souza |
| O aprofundamento das contradições no seio do capitalismo internacional se faz sentir também na gigantesca nação asiática, levando a um recrudescimento da combatividade histórica de um povo que, ao contrário das patranhas que os inimigos contam, não se rende à opressão. Mesmo sob as condições severamente adversas da repressão especialmente brutal e das profundas dificuldades práticas para a organização proletária no sentido de levar a cabo ações conjuntas de classe, as massas trabalhadoras chinesas vêm protagonizando protestos agigantados e greves radicalizadas, sobretudo ao longo da última década. Multiplicam-se os protestos e greves pelo pagamento de horas extras, pela compensação por causa do deslocamento de trabalhadores, contra a corrupção, por aumentos salariais, contra os cortes em salários e aposentadorias, por melhores condições de trabalho e reduções na jornada, por educação e benefícios à saúde, contra privatizações, enfim, por tudo o que lutam os trabalhadores do mundo arrochados pelos monopólios, pelo capital em geral sufocado pela crise e que atinge com truculência o proletariado com seus espasmos de moribundo.. |