| Patrick Granja |
Com informações da Rede de Comunidades e Movimentos contra a Violência  PMs da UPP do morro do Cantagalo reprimem festa de aniversário em plena noite de sábado, às 22h
No dia 25 de maio, a reportagem de AND foi aos morros do Cantagalo e Pavão-Pavãozinho, na zona Sul do Rio de Janeiro, atendendo ao chamado de moradores e comerciantes, apreensivos com o anúncio de uma operação da Secretaria de Ordem Pública nas favelas. Segundo a líder comunitária Deize Carvalho, a operação choque de ordem teria sido solicitada pela Unidade de Polícia Pacificadora que existe no local e tem o objetivo de reprimir comerciantes e impor um toque de recolher às 22h. A ação não aconteceu, mas os moradores seguem em vigília para resistir, caso a prefeitura vá às favelas. — Os moradores de Copacabana e Ipanema fizeram reclamações na prefeitura dizendo que o barulho da comunidade está importunando eles. Eles solicitaram uma providência e a prefeitura anunciou um choque de ordem no Cantagalo e no Pavão-Pavãozinho. Eles vieram aqui e disseram que essa noite, ou senão outro dia, eles viriam de surpresa para fechar os bares. Por isso nós estamos aqui nessa apreensão, esperando eles chegarem a qualquer momento. O grande problema é que a determinação deles é que os bares fechem à meia-noite. Eles não querem só que se respeite a lei do silêncio. Isso é um absurdo. Porque eles também não fecham os bares de Ipanema? A lei é de um jeito para o pobre e de outro para o rico — protesta Deize. Ela disse ainda que as opções de lazer fora da favela são inacessíveis aos pobres. Segundo Deize, além disso, a maioria dos moradores se sente mais a vontade dentro da favela na companhia de amigos e vizinhos. . |