Graffiti: Carvão, Diamante, Dinamite

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No dia 27 de março comemora-se o Dia Nacional do Graffiti. Uma maneira de homenagear e relembrar a figura de Alex Vallauri e da ação feita por seus amigos em sua memória. Vallauri morreu em 26 de março de 1987 e no dia seguinte seus amigos decidiram homenageá-lo graffitando o túnel da Avenida Paulista. A partir de então, esta data tornou-se o Dia Nacional do Graffiti.

Vallauri era ítalo-etíope e chegou ao Brasil, vindo de Buenos Aires, em 1964. Seus primeiros graffites eram muito simples, mas foram sendo aprimorados até tornarem-se uma referência. Sua obra ficou muito conhecida por realizar, na cidade de São Paulo, várias intervenções artísticas com a técnica do molde vazado (stencil). Uma personagem, em especial, que ficou marcada em sua obra, foi "A Rainha do Frango Assado", figura que intriga e provoca os que estão com fome na rua. Alex Vallauri teve grande importância na arte de rua brasileira. Durante o regime militar, com muita ousadia imprimiu irreverência e contestação nos muros da maior metrópole do país. Vallauri morreu, precocemente, aos 38 anos em decorrência da AIDS.

Um pouco de História

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Alex Vallauri

O graffiti, como o conhecemos hoje, teve seu ressurgimento nas décadas de 60 e 70, a princípio chamado de aeroart. Tinha por objetivo a comunicação direta com o povo. As paredes se tornaram mídias para expor denúncias, já que as massas, assim como hoje, não tinham acesso aos meios de comunicação convencionais. Porém, com a popularização foram surgindo grupos que se utilizavam do graffiti apenas para autodivulgação e autoafirmação, individual ou coletiva. Por outro lado, ainda nos anos 60 e 70, começou a tomar corpo uma produção acadêmica relacionada ao graffiti através de meios como o Maledita Journal (USA) e de instituições como o Museo do Grafite Histórico (França) e Arquivos do Grafite (Alemanha), de onde surgiram artigos importantes como "A Descoberta do Graffiti" de Aaron Sheon.

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