
Operários sul-africanos em luta por direitos
Em 30 de janeiro, o judiciário sul-africano declarou a ilegalidade da greve convocada pela Associação dos Mineiros e Sindicato da Construção (AMCU, na sigla em inglês) nas minas de ouro e platina. Essa medida dá permissão às mineradoras para demitir sumariamente qualquer trabalhador que aderisse ao movimento.
A greve, deflagrada em 23 de janeiro, tem grande adesão. Estima-se que mais de cem mil trabalhadores participam das mobilizações. No dia 30, as assembleias nas minas rejeitaram o reajuste irrisório oferecido pelos patrões decidindo pela continuação do movimento.
No dia 5 de fevereiro, um combativo protesto reuniu cerca de três mil mineiros que bloquearam uma estrada que dá acesso a uma mina de platina ao sul de Joanesburgo. Houve um forte enfrentamento entre grevistas e as forças de repressão. Bombas de efeito moral foram lançadas contra os grevistas, que revidaram com pedras e fogos de artifício.
No dia 6 de fevereiro, oito trabalhadores morreram em um incêndio na mina de ouro Doornkop, próximo a Joanesburgo.
Protestos seguiram bloqueando estradas com pedras, paus e pneus em chamas. Durante um piquete, um ativista da ACMU foi assassinado por um disparo de arma de fogo e outro ficou gravemente ferido durante os enfrentamentos com as forças de repressão. Há informações de que edifícios governamentais e postos policiais foram incendiados por manifestantes e dezenas de trabalhadores grevistas foram presos.