É com resgates que se faz reféns

http://www.anovademocracia.com.br/142/14.jpg
Milhares de pessoas foram às ruas de Paris em protesto contra a Troika

A crise geral de superprodução relativa do capitalismo, que se espalha como um rastilho de pólvora entre paióis e que na Europa assume a forma de “crise da dívida”, tem sido capaz de subverter a lógica do banditismo comum quando se trata de crime de sequestro: é com o pagamento de resgates que se faz um refém.

A Grécia, por exemplo, está hoje na condição de refém das instituições “supranacionais” ou “multilaterais” da Europa do capital monopolista e do FMI depois de receber dois “resgates” cuja soma total alcança nada menos do que 240 bilhões de euros e, estando nas mãos dos sequestradores, já foi avisada de que terá que aceitar um terceiro, a chegar em 2015, visando manter todo um país em cativeiro por mais tantos anos quanto sejam necessários para ajudar a encher o balão de oxigênio dos bancos e monopólios moribundos dos países centrais do imperialismo europeu.

A Comissão Europeia, que recentemente havia condenado um ínfimo aumento do salário mínimo português, como que tripudiando da degradação sem precedentes do poder de compra de quem ainda consegue manter um emprego em Portugal com o país sob draconiana intervenção da Troika, em meados de novembro fez a mesma provocação ao povo espanhol, em documento no qual classifica de “lento e ineficiente” o programa de corte e congelamento salarial do gerenciamento Mariano Rajoy, ressaltando que a média salarial caiu “apenas” 4,5% entre 2008 e 2013. Há cerca de um ano, no fim de 2013, o FMI que com a Comissão Europeia e o Banco Central Europeu compõe a famigerada Troika havia recomendado uma redução salarial média de 10% na Espanha.

Na França, cerca de 100 mil pessoas saíram às ruas no último 15 /11 em marchas contra a “austeridade” realizadas de forma coordenada em diversas cidades do país. Só em Paris, 30 mil protestaram contra as políticas antipovo do “primeiro-ministro” Manuel Valls e do “presidente” e “socialista” François Hollande, que já anunciaram a manutenção para 2015 do congelamento dos salários e das aposentadorias, ao passo que mantêm um sem número de benesses ao capital monopolista em crise. São as massas trabalhadoras francesas em luta contra o arrocho sem fim, ainda que as marchas de 15 de novembro tenham sido convocadas por uma mixórdia de forças políticas que vão desde um Novo Partido Anticapitalista a renegados do Partido Socialista Francês, passando pelos “verdes”, todos reunidos no “coletivo 3A” (Alternativa À Austeridade).

NÃO SAIA AINDA… O jornal A Nova Democracia, nos seus mais de 18 anos de existência, manteve sua independência inalterada, denunciando e desmascarando o governo reacionário de FHC, oportunista do PT e agora, mais do que nunca, fazendo-o em meio à instauração do governo militar de fato surgido do golpe militar em curso, que através de uma análise científica prevíamos desde 2017.

Em todo esse tempo lutamos e trouxemos às claras as entranhas e maquinações do velho Estado brasileiro e das suas classes dominantes lacaias do imperialismo, em particular a atuação vil do latifúndio em nosso país.

Nunca recebemos um centavo de bancos ou partidos eleitoreiros. Todo nosso financiamento sempre partiu do apoio de nossos leitores, colaboradores e entusiastas da imprensa popular e democrática. Nesse contexto em que as lutas populares tendem a tomar novas proporções é mais do que nunca necessário e decisivo o seu apoio.

Se você acredita na Revolução Brasileira, apoie a imprensa que a ela serve - Clique Aqui

Edição impressa

Endereços

Jornal A Nova Democracia
Editora Aimberê

Avenida Rio Branco 257, SL 1308 
Centro - Rio de Janeiro - RJ
Tel.: (21) 2256-6303
E-mail: [email protected]

Comitê de Apoio em Belo Horizonte
Rua Tamoios nº 900 sala 7
Tel.: (31) 3656-0850

Comitê de Apoio em São Paulo
Rua Silveira Martins 133 conj. 22 - Centro

E-mail: [email protected]om
Reuniões semanais de apoiadores
todo sábado, às 9h30

Seja um apoiador você também:
https://www.catarse.me/apoieoand

Expediente

Diretor Geral 
Fausto Arruda (licenciado)
Victor Costa Bellizia (provisório)

Editor-chefe 
Victor Costa Bellizia

Conselho Editorial 
Alípio de Freitas (In memoriam)
Fausto Arruda
José Maria Galhasi de Oliveira
José Ramos Tinhorão (In memoriam)
Henrique Júdice
Matheus Magioli Cossa
Paulo Amaral 
Rosana Bond

Redação
Ana Lúcia Nunes
João Alves
Taís Souza
Gabriel Artur
Giovanna Maria
Victor Benjamin

Ilustração
Victor Benjamin