Música e teatro no palco

Se identificando com diversas formas de artes e as integrando no seu universo, Badi Assad é uma brasileira que faz música e se apresenta pelo país e o mundo. Inventando ritmos, representando suas letras, Badi entrou recentemente no mundo infantil, vivendo um dia musical na vida de uma criança com o Cantos de Casa.

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— Não sei se descobri a música ou se foi a música que me descobriu, porque sempre esteve presente na minha vida. Passei por várias fases, a primeira foi acompanhar meu pai com violão nas rodas de choro — conta Badi.

— Depois fui cursar bacharelado em violão, juntamente com meus irmãos. Porém, no decorrer da faculdade, vi que a música erudita não era o meu universo. Então fui lentamente migrando para o violão instrumental brasileiro — continua.

— Mais tarde descobri que também cantava, que tinha um prazer enorme fazendo isso. Só que no início a voz entrou muito como um instrumento complementar ao meu violão. Era mais como efeito mesmo.

A artista fez uma pesquisa vocal que durou anos, a colocando em contato com a música étnica do mundo todo. Mais tarde descobriu que também gostava de escrever, compor suas próprias cantigas.

— Descobri o amor pela palavra e, desde então, meu trabalho teve uma aproximação maior com a música popular. Acabei abandonando a faculdade de violão, mas não foi porque era voltada para o erudito e sim porque já estava fazendo shows e não deu para conciliar — explica.

— Gostava muito da faculdade em si. Participava do coral e fazia matérias extracurriculares que amava e que não tinham nada a ver com a música erudita, por exemplo, teatro e voz.

— Enfim, foi quando descobri outras formas de arte que não a música e que serviram dentro da música. Acabaram fazendo parte do meu acervo pessoal. O teatro mesmo eu uso muito no palco — acrescenta.

Por conta de pesquisas e influências diversas, Badi conta que seu trabalho não cabe em um só compartimento.

— Ele é muito diversificado, costumo dizer que no balaio tem muitos gatos. Não tem estilo algum que eu goste de explorar mais do que outro. Meu leque de preferências musicais é bem aberto.

— Porém, ao mesmo tempo, é bem estreito porque uma música, de qualquer gênero que seja, tem duas facilidades: ou me emociona ou não me emociona — continua.

— Dentro dessa perspectiva qualquer estilo pode me emocionar e é nessa caminhada que escolho meu repertório, incluindo músicas do cancioneiro internacional, que eu posso trazer para o meu próprio universo, onde o violão é mais presente, aparece um ritmo brasileiro, minha vivência.

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