Manoel Lisboa: grande comunista, herói de nosso povo

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Há 71 anos, em 21 de fevereiro de 1944, nasceu, em Maceió - AL, o grande dirigente comunista Manoel Lisboa de Moura, o “Galego”, “Celso”, “Zé” ou “Mário”, como era conhecido pelos seus camaradas, pelos operários, camponeses e estudantes.

Ingressou muito jovem nas fileiras do Partido Comunista do Brasil. Após o XX Congresso do Partido Comunista da União Soviética (PCUS) e o golpe revisionista de Nikita Kruschov, Manoel Lisboa combateu a linha revisionista do PCB de Prestes e participou do processo de Reconstrução do partido em 1962 que deu origem ao PCdoB.

A partir de 1966, ao lado de Amaro Luiz de Carvalho, o “Capivara” — que retornara da China, onde realizou cursos de formação político-militar e convencera-se de que o Nordeste deveria ser a principal região de atuação dos comunistas para a deflagração da revolução no Brasil —, Manoel Lisboa e outros militantes comunistas rompem com o PCdoB e organizam, a partir do Nordeste do país, o Partido Comunista Revolucionário (PCR).

Manoel Lisboa combateu implacavelmente o revisionismo. Encarnando a ideologia do proletariado, o marxismo-leninismo-Pensamento Mao Tsetung (como era designado o maoísmo à época), colocou-se à frente da luta para que os comunistas brasileiros compreendessem que “o cerne da estratégia do proletariado e de seu partido é a guerra popular através da guerra de guerrilhas”, posição expressa na Carta de 12 pontos aos comunistas revolucionários, documento fundamental do Partido Comunista Revolucionário.

Defendendo e aplicando essa compreensão, o PCR, dirigido por Manoel Lisboa, Amaro Luiz de Carvalho, Emanuel Bezerra, Manoel Aleixo, entre outros valorosos quadros, encabeçou históricas lutas dos canavieiros e greves combativas, organizou um vigoroso e combativo movimento estudantil e empreendeu importantes ações armadas, como incêndio de monoculturas do latifúndio e expropriação de armas para a luta revolucionária.

Em 1973, Manoel Lisboa foi preso e assassinado sob brutais torturas. Ele contava apenas 29 anos de idade. Sua pouca idade contrastava com sua maturidade política, firmeza ideológica e inquebrantável decisão de servir às massas e a revolução. Ele deixou um conjunto de escritos e exemplos que continuam a inspirar novas gerações de homens e mulheres que lutam por um Brasil livre da opressão e exploração.

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Em todo esse tempo lutamos e trouxemos às claras as entranhas e maquinações do velho Estado brasileiro e das suas classes dominantes lacaias do imperialismo, em particular a atuação vil do latifúndio em nosso país.

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