O Samba de Benfica

Sambista convicto que passeia por muitos outros gêneros da cultura popular brasileira, acreditando reforçar ainda mais o samba e criar coisas novas, Virgílio dos Santos compõe, toca cavaquinho nas rodas e está estudando bandolim. Produtor cultural e idealizador do movimento Samba de Benfica, bairro da zona norte do Rio de Janeiro, Virgílio abriu mão de uma carreira solo para investir no coletivo.

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— Sou nascido e criado no bairro de Benfica. Minha família não é de músicos, apesar de essencialmente musical no sentido de contemplar. Minha mãe ouvia muito samba e minha avó cantava bastantemúsicas da dona Ivone Lara etc. conta Virgílio.

— Comecei a tocar violão com 16 anos de idade, e logo tive contato com músicos que tocavam bossa nova, MPB e samba. Passei a frequentar os guetos de samba, a Portela, Oswaldo Cruz, Cacique de Ramos, Mangueira.

Virgílio estudou na Escola de Música Villa-Lobos, juntando-se com outras pessoas que estavam no circulo da musicalidade do samba e choro, compondo e tocando profissionalmente.

Por volta de 2005 tive uns grupos, toquei pela Lapa, por casas que têm música ao vivo. Em paralelo, tive contato com um pessoal que trabalhava com cultura, uma visão mais política da importância da música, do compartilhamento da cultura popular, ocupação do espaço público — diz.

— E foi no meio dessa história toda que surgiu o movimento Samba de Benfica, em fevereiro de 2011. Um pessoal se reuniu de forma despretensiosa para fazer samba, e foi surgindo essas questões de ocupação do espaço público, de uma cultura de qualidade.

 — A resistência da cultura popular começou a aparecer com muito rigor, e também dentro das questões que o próprio samba levantava. Quando nos apoderamos dessas questões o samba começou a ganhar uma vida própria, e assim mantemos uma roda — continua.

Virgílio deixa claro que o movimento não é só de samba. A roda sempre convida grupos de cultura popular brasileira em geral.

— Existe uma relação da cultura popular em si com o samba, que também é cultura popular. Frequentando rodas de jongo no interior, conhecendo grupos de folias de reis aqui no estado do Rio de Janeiro, fui tendo uma visão mais embasada musicalmente, culturalmente e historicamente da construção do samba — explica.

— Porque quando olhamos a história do samba, vamos vendo que existe uma influência forte do pessoal do interior. Podemos observar, por exemplo, que na década de 1940 o sambista geralmente tinha um envolvimento com o jongo, partido alto — continua.

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