MG: risco de conflitos e mortes

Cerca de 84 famílias remanescentes de quilombolas que ocupam a fazenda Marilândia, no município de Manga, no Norte de Minas Gerais, vêm sofrendo com ameaças, perseguições e despejos, resultado do conluio entre latifundiários locais, PM e o poder judiciário.

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Nos dias 29 e 30 de março, a comunidade quilombola foi despejada da fazenda pela 12ª vez desde que ocuparam o latifúndio, em 1998. Na ação de reintegração de posse, cerca de 100 PMs deram cobertura ao “proprietário” na “limpeza” do terreno, isto é, na derrubada das casas dos ocupantes.

No dia 03/04, os camponeses remanescentes de quilombolas reocuparam a fazenda. Em entrevista à Comissão Pastoral da Terra (CPT), Wilson, de 73 anos, expressou a disposição de permanecer na luta pelo acesso a terra: “Queremos terra, pão e água. Só isso. Não vamos abrir mão dessa terra, que é (...) nossa”.

No dia 04/04, as famílias barraram a entrada de tratores na fazenda. No dia seguinte, alguns policiais militares foram até a ocupação, buscando obter informações do fato ocorrido no dia anterior. Além disso, policiais civis descaracterizados foram vistos fazendo a escolta dos tratores, que novamente tentaram entrar na fazenda, mas foram novamente repelidos, o que sugere que estes ajam como pistoleiros.

A fazenda Marilândia incide sobre o território quilombola de três comunidades: Justa I, Justa II e Bebedouro. Em 2013, o Relatório Antropológico da Fundação Cultural Palmares verificou que cerca de 80% da fazenda Marilândia é território quilombola. Em 11/04, o órgão federal publicou em Diário Oficial da União certificando que as comunidades citadas acima são áreas remanescentes de quilombos.

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