Notas internacionais

Bélgica: reação à guerra imperialista

Jaílson de Souza

Em 6 de agosto, um ataque se deu na cidade belga de Charleroi. O autor, cujo nome não foi divulgado, é um homem de 33 anos, de origem argelina que vivia no país desde 2012 em situação de pobreza e era conhecido por praticar pequenos roubos. O alvo foram duas agentes da repressão policial, materialização da opressão do Estado imperialista belga sobre os setores mais pobres do proletariado local e imigrantes. O grupo Estado Islâmico reivindicou o ataque.

Destaca-se o papel que desempenhou o Estado imperialista da Bélgica na guerra de rapina ao Iraque e Síria. Ainda em outubro de 2014, iniciou sua participação na disputa do butim, bombardeando o Iraque e impulsionando o caos na região, sob o ensanguentado manto de “guerra ao Estado Islâmico”, participação incrementada a partir de março deste ano.

É evidente que os ataques que estão sendo realizados por setores das massas de imigrantes, oprimidas pelos Estados imperialistas, são atos de desespero, são reações de resistência à guerra imperialista e à situação de opressão e exploração extremas que são submetidas.

Expressa-se também o desenvolvimento da situação revolucionária em toda a Europa, a cada vez mais aguda contradição entre burguesia-proletariado nas próprias metrópoles imperialistas como consequência da agudização da contradição principal, imperialismo-nações oprimidas, vide que estas massas são componentes da classe proletária na região, seus setores mais profundos. Massas que clamam pela direção revolucionária proletária, o Partido Comunista maoísta.

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Etiópia: repressão mata às centenas

O velho Estado etíope, com seus intentos de desapropriar e deslocar populações camponesas pobres e médias que vivem em Oromo, Oromia e Amharano para expandir a capital do país (Adis Ababa), tem aplicado a mais bárbara violência contra o povo.

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Massivos protestos tomam as ruas na Etiópia

Conforme denunciamos em AND nº 172, ainda em julho mais de 400 pessoas que participaram da luta contra a desapropriação foram assassinadas pela repressão. Neste mês de agosto, a Anistia Internacional denunciou que mais 100 ativistas foram assassinados pela polícia.

A repressão não tem quebrado a disposição e decisão das massas. Protestos em Amhara exigiam o fim das desapropriações das terras dos camponeses e a libertação dos presos políticos e apoiadores da luta camponesa. Na capital Addis Ababa, em 6 de agosto, cerca de 500 manifestantes foram dispersados violentamente pela repressão enquanto marchavam.

Comprova-se com tudo isso o desenvolvimento da situação revolucionária em todo o mundo, particularmente no Terceiro Mundo – Ásia, América Latina e África – cuja situação demanda, para converter a exemplar decisão e fúria das massas em revolução, do Partido proletário.

Mais informações poderão ser acompanhadas nas próximas edições de AND.

NÃO SAIA AINDA… O jornal A Nova Democracia, nos seus mais de 18 anos de existência, manteve sua independência inalterada, denunciando e desmascarando o governo reacionário de FHC, oportunista do PT e agora, mais do que nunca, fazendo-o em meio à instauração do governo militar de fato surgido do golpe militar em curso, que através de uma análise científica prevíamos desde 2017.

Em todo esse tempo lutamos e trouxemos às claras as entranhas e maquinações do velho Estado brasileiro e das suas classes dominantes lacaias do imperialismo, em particular a atuação vil do latifúndio em nosso país.

Nunca recebemos um centavo de bancos ou partidos eleitoreiros. Todo nosso financiamento sempre partiu do apoio de nossos leitores, colaboradores e entusiastas da imprensa popular e democrática. Nesse contexto em que as lutas populares tendem a tomar novas proporções é mais do que nunca necessário e decisivo o seu apoio.

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