Criminalização de lideranças e movimentos no campo

No dia 17/05, em Brasília (DF), foi aprovado o texto principal da “Comissão Parlamentar de Inquérito” (“CPI”) da Fundação Nacional do Índio (Funai) e do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).

Conteúdo exclusivo para assinantes do jornal A Nova Democracia

A “CPI” da Funai/Incra criada e dirigida pela bancada latifundiária no parlamento reacionário, com a participação de Osmar Serraglio/PMDB – ministro da Justiça, apontado pela Polícia Federal como líder da organização criminosa que permitia a adulteração de alimentos na Operação “Carne Fraca” – visa criminalizar os movimentos populares de camponeses, indígenas, quilombolas e entidades democráticas que apoiam esses movimentos e suas lutas. Além disso, a “CPI” criminaliza o trabalho de funcionários dos órgãos federais responsáveis pela condução das políticas falidas de demarcação de terras indígenas, de responsabilidade da Funai, e pela “reforma agrária” e demarcação de territórios quilombolas, encargo do Incra.

O documento que teve como relator Nilson Leitão/PSDB, presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), conhecida frente do latifúndio – autor do Projeto de Lei 6.442/2016, no qual se diz que o trabalhador rural poderá trabalhar por comida ou habitação ao invés de salário –, indiciou mais de 100 pessoas, entre lideranças indígenas, ativistas de movimentos democráticos como o Conselho Indigenista Missionário (Cimi), além de funcionários do Incra e da Funai, antropólogos, procuradores da República e até o ex-ministro da Justiça no gerenciamento petista, José Eduardo Martins Cardoso.

O relatório da “CPI” utilizou trechos de documentos produzidos pela Agência Brasileira de Inteligência (Abin) a mando do gerenciamento de Dilma/PT, que monitorou lideranças indígenas, movimentos democráticos e populares, especialmente os contrários aos grandes empreendimentos do velho Estado na região amazônica, como as usinas hidrelétricas.

NÃO SAIA AINDA… O jornal A Nova Democracia, nos seus mais de 18 anos de existência, manteve sua independência inalterada, denunciando e desmascarando o governo reacionário de FHC, oportunista do PT e agora, mais do que nunca, fazendo-o em meio à instauração do governo militar de fato surgido do golpe militar em curso, que através de uma análise científica prevíamos desde 2017.

Em todo esse tempo lutamos e trouxemos às claras as entranhas e maquinações do velho Estado brasileiro e das suas classes dominantes lacaias do imperialismo, em particular a atuação vil do latifúndio em nosso país.

Nunca recebemos um centavo de bancos ou partidos eleitoreiros. Todo nosso financiamento sempre partiu do apoio de nossos leitores, colaboradores e entusiastas da imprensa popular e democrática. Nesse contexto em que as lutas populares tendem a tomar novas proporções é mais do que nunca necessário e decisivo o seu apoio.

Se você acredita na Revolução Brasileira, apoie a imprensa que a ela serve - Clique Aqui

LEIA TAMBÉM

Edição impressa

Endereços

Jornal A Nova Democracia
Editora Aimberê

Avenida Rio Branco 257, SL 1308 
Centro - Rio de Janeiro - RJ
Tel.: (21) 2256-6303
E-mail: [email protected]

Comitê de apoio em Belo Horizonte
Rua Tamoios nº 900 sala 7
Tel.: (31) 3656-0850

Comitê de Apoio em São Paulo
Rua Silveira Martins 133 conj. 22 - Centro
Reuniões semanais de apoiadores
toda segunda-feira, às 18:45

Seja um apoiador você também:
https://www.catarse.me/apoieoand

Expediente

Diretor Geral 
Fausto Arruda (licenciado)
Victor Costa Bellizia (provisório)

Editor-chefe 
Victor Costa Bellizia

Conselho Editorial 
Alípio de Freitas (In memoriam)
Fausto Arruda
José Maria Galhasi de Oliveira
José Ramos Tinhorão 
Henrique Júdice
Matheus Magioli Cossa
Paulo Amaral 
Rosana Bond

Redação
Ana Lúcia Nunes
João Alves
Paula Montenegro
Taís Souza
Rodrigo Duarte Baptista
Victor Benjamin

Ilustração
Paula Montenegro