Falar por meio da música

Rapper e vocalista da banda Joana de Barro, eclética que transita por vários gêneros musicais, Marcelo Morgado faz música para passar sua mensagem, dizer o pensa, assim como seus companheiros. Morador da Zona Oeste da cidade do Rio de Janeiro e agitador cultural Marcelo está trabalhando no sentido de abrir uma gravadora que favoreça artista locais, sem condições para pagar, enquanto se apresenta na noite com o seu trio Catiara.

Marcelo Morgado, rapper e agitador cultural da zona oeste do Rio
Marcelo Morgado, rapper e agitador cultural da zona oeste do Rio

— O rap surgiu na minha vida na adolescência, do meu interesse por música, que foi grande. Logo que descobri o rock, o rap veio junto, porque sempre gostei da contracultura, do punk, do hardcore. Com os meus 13 anos já escrevia alguns raps, mas comecei a tocar violão e esse lado teve menos espaço na minha vida, porque comecei a me envolver como meio de banda – conta Marcelo.

— Embora continuasse um entusiasta do rap, participando de eventos, frequentando shows, o rap só voltou bastante na minha vida agora, tem mais ou menos um ano. Eu estava tocando com a minha banda, em Santa Cruz, e vi um show de rap do Xamã e Estudante, e aquilo de alguma maneira reacendeu de novo o rap – continua.

— Troquei uma ideia com eles e veio a calhar o fato deles estarem procurando um lugar para fazer a batalha da Brutang, que era o grupo que faziam parte na época. Eu tinha um espaço, um terreno de fundos, e começaram a fazer a batalha nesse espaço. Então, naturalmente como a música envolveu o rap, o rap envolveu a música e comecei a trampar com isso e também a fazer produção de sons de algumas pessoas – acrescenta.

Juntamente com seus amigos Daniel Nobre e Lucas Xavier, Marcelo está se programando para abrir uma gravadora que beneficie artistas da sua região.

— Faço alguns sons na gravadora 1 kilo, de Niterói, e agora estamos abrindo essa gravadora para dar voz a galera que não tem condição de gravar um som em um estúdio, de pagar. Já gravamos alguns sons coletivos e alguns perfis, e vamos começar a gravar os clipes agora, e é um projeto bem ambicioso assim no tocante de dar voz às pessoas da Zona Oeste – expõe.

— O rap é muito importante, porque no seu fundamento ele tem um formato conteudista, e só da pessoa ter que preencher o tempo de música com uma ideia linear, já valoriza o conteúdo. E isso eu acho muito bacana, porque como artista nós somos cerceados o tempo inteiro pelos limites do mercado, e quando se fala de rap, embora exista mercado para o rap também, a pessoa pode colocar muita coisa, conteúdo – continua.

— E isso vai chegar aos ouvidos dos apreciadores, inclusive das crianças, que eu acho ser o maior foco hoje em dia do rap. Costumo fazer rap de mensagem mesmo, papo reto. Quando criança eu  não me portava exatamente como menino, no meu jeito de vestir, de falar, e uma vez depois da escola fui apedrejado por causa disso, o que me revoltou muito. Busquei no rap, no punk, no rock, uma fuga para aquela covardia – conta.

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