AM: Kinja denunciam crimes durante regime militar-fascista

Os kinja denunciaram uma série de crimes cometidos contra eles durante a abertura da BR-174, no período do regime militar-fascista. As denúncias foram realizadas em audiência judicial no dia 14 de março, em Manaus (Amazonas), contando com a presença de 35 lideranças deste povo.

Os kinja (também chamados de waimiri-atroari) apresentaram durante a audiência, ocorrida no prédio da Justiça Federal, um mapa com 21 locais sagrados que foram invadidos e destruídos durante a construção da BR-174. Massacres com vários assassinatos (incluindo crianças e idosos), bombardeios de aldeias, corpos enterrados em valas clandestinas e destruição de locais sagrados foram alguns dos crimes cometidos durante a abertura da rodovia federal, que contou com a participação direta e ativa do Exército.

“A gente era muito feliz, vivia tranquilo [antes da obra da BR-174]. Quando chegou essa abertura, no tempo da ditadura militar, essa violência aumentou. Quando chegou perto, começou a rasgar nossa terra. Em cima disso veio muita violência conosco, acabaram com nossa aldeia”, denunciou Mário Parwe em entrevista a um órgão do monopólio de imprensa (G1).

A introdução de doenças como o sarampo nas aldeias também contribuiu para a elevação da mortalidade entre os indígenas.

“O nosso povo sofreu com a ditadura militar. Em vários pontos das aldeias, nos atacaram com canhões. Houve genocídio. Derramaram muito do nosso sangue, uma lembrança muito triste para o povo waimiri atroari”, confirmou o líder indígena Ewepe Marcelo.

O Ministério Público Federal (MPF) acusa o velho Estado de cometer violações contra os kinja durante a construção da rodovia federal, que liga Manaus à Boa Vista.

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