PA: Munduruku contra o garimpo

Os munduruku realizaram uma ação contra a garimpagem no igarapé Mapari e na aldeia PV, situados dentro da Terra Indígena (TI) Munduruku, no final de março e início de abril.

Os munduruku caminharam cinco horas da aldeia Nova Esperança nas margens do rio das Tropas até o igarapé Mapari, onde se encontra o garimpo ilegal. Os indígenas, com forte participação feminina, exigiram que todos os garimpeiros saíssem do local imediatamente.

Na aldeia PV, os munduruku, ao exigirem a paralisação da atividade garimpeira no local, foram ameaçados por indígenas armados que trabalham na segurança dos garimpos. As coordenadoras do Movimento Ipereg Ayu – organização que reúne os munduruku da região dos Tapajós –, Ana Poxo e Maria Leusa, chegaram a ser ameaçadas de morte.

De acordo com denúncias do Movimento Ipereg Ayu, a contaminação de rios e igarapés, a falta de peixes, doenças, drogas, alcoolismo, prostituição e aumento da criminalidade são alguns dos problemas gerados ou intensificados pela atividade garimpeira e madeireira dentro da TI Munduruku.

Os indígenas denunciam também a inoperância dos órgãos do velho Estado como a Fundação Nacional do Índio (Funai), Ibama e ICMbio, que não coíbem a invasão do seu território tradicional.

Os garimpos ilegais, como fenômeno social, está intimamente ligado ao monopólio e concentração da terra nas mãos de um punhado de latifundiários, gerando uma ampla massa de camponeses pobres sem terra ou com pouca terra que adentra no garimpo na ilusão de riqueza, lançando povo contra povo.

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