Greve nacional de presidiários no USA escancara regime de servidão

Em resposta a situação extrema que desencadeou a rebelião no Instituto Correcional Lee, prisão de segurança máxima na Carolina do Sul, uma Greve Nacional tem sido organizada em prisões federais, estaduais e de imigração, com previsão de iniciar-se no dia 21 de agosto. A massa carcerária do USA trabalha sem direito a salário, fruto de um projeto de privatização das prisões que é seguido por todas as esferas de governo de Donald Trump, em regime análogo ao da escravidão.

Wright Workers World Web
Escravidão acabou em 1863... exceto no Departamento de Comércio
"Escravidão acabou em 1863... exceto no Departamento de Comércio"

Em 2016, Barack Obama chegou a anunciar que deixaria de usar prisões privadas para abrigar presos sob custódia federal, mas a medida atingia apenas uma pífia parcela da população carcerária do país, já que somente 12% dos presos federais estão em estabelecimentos administrados por empresas, e a maioria das prisões privadas são estaduais ou locais e não seriam afetadas pela mudança.

Dentre as dez reivindicações nacionais que a reportagem de AND pôde apurar, estão: o fim imediato da “escravidão” prisional, ou seja, todas as pessoas encarceradas em qualquer local de detenção sob a jurisdição do USA devem receber o salário predominante no estado ou território de seu trabalho; melhorias imediatas nas condições das prisões e políticas prisionais que reconheçam a humanidade de homens e mulheres encarcerados; fim imediato do excesso de condenações, excesso de sentenças e negação de liberdade condicional para as pessoas negras, que não devem mais ter suas condicionais negadas pelo fato das vítimas dos seus crimes serem brancas, o que é um problema grave nos estados do sul do USA; fim imediato do aprimoramento das leis racistas contra gangues, cujos alvos são as pessoas negras; e bolsas de estudos devem ser reintegradas em todos os estados e territórios do USA.

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