Datas memoráveis do proletariado

Execução de Gabriel Pimenta – 18 de julho de 1982: Gabriel Pimenta, advogado do povo, é executado por pistoleiros por atuar e defender a luta dos camponeses pobres em Marabé, estado do Pará. Ele foi executado aos 27 anos com três tiros nas costas, disparados pelo pistoleiro José Crescêncio de Oliveira, a mando de Manuel Cardoso Neto, conhecido como “Nelito” (latifundiário local). Pimenta havia mudado dois anos antes à região para dedicar-se integralmente à defesa e apoio da luta pela terra, sendo o primeiro advogado a ganhar uma causa a favor dos camponeses no judiciário do sul do Pará. Hoje, em Marabá, há um bairro – fruto de uma ocupação popular – com o nome do advogado do povo e, em Conceição do Araguaia, camponeses organizados pela Liga dos Camponeses Pobres (LCP) batizaram a tomada dos latifúndios Capivara, Talismã e Jacutinga com o nome de Área Revolucionária Gabriel Pimenta.

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‘Rebelião dos Pedreiros’ em BH – 30 de julho de 1979: Irrompe a histórica greve dos operários da construção civil de Belo Horizonte (MG), conhecida como “Rebelião dos Pedreiros”, que durou cinco dias e resistiu à feroz repressão. Logo no primeiro dia da greve (30), a Polícia Militar (PM), a mando do regime militar-fascista, tentou esmagar a luta e a decisão dos operários com a repressão sanguinária. Após os operários ignorarem o cerco policial e seguirem à concentração dentro de um estádio de futebol, a PM passou a atirar neles com armas de fogo no mesmo local. Um dos tiros atingiu o peito do operário tratorista Orocílio Martins Gonçalves, que caiu mortalmente ferido. A repressão serviu para impulsionar a luta operária, pois no dia seguinte todas as obras da cidade foram paralisadas; operários ocuparam o centro de BH com paus, pedaços de ferro e pedras. Orocílio tinha 24 anos e era pai de um filho de dois meses; em sua memória existe, em BH, uma Escola Popular dedicada à alfabetização e politização dos operários e do povo.

NÃO SAIA AINDA… O jornal A Nova Democracia, nos seus mais de 18 anos de existência, manteve sua independência inalterada, denunciando e desmascarando o governo reacionário de FHC, oportunista do PT e agora, mais do que nunca, fazendo-o em meio à instauração do governo militar de fato surgido do golpe militar em curso, que através de uma análise científica prevíamos desde 2017.

Em todo esse tempo lutamos e trouxemos às claras as entranhas e maquinações do velho Estado brasileiro e das suas classes dominantes lacaias do imperialismo, em particular a atuação vil do latifúndio em nosso país.

Nunca recebemos um centavo de bancos ou partidos eleitoreiros. Todo nosso financiamento sempre partiu do apoio de nossos leitores, colaboradores e entusiastas da imprensa popular e democrática. Nesse contexto em que as lutas populares tendem a tomar novas proporções é mais do que nunca necessário e decisivo o seu apoio.

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