50 anos de boa música

Instrumentista, cantor, compositor, arranjador e arte-educador, o carioca Sidney Mattos lança seu décimo terceiro CD autoral em um show reencontro com Ivan Lins, com quem trabalhou há 45 anos. Essencialmente músico, dedicado e com uma grande produção de músicas em três setores distintos, Sidney Mattos é um lutador em prol da arte, daquilo que acredita dentro da música popular brasileira.

Flávio Charcar
Sidney Mattos e Ivan Lins em festa de 50 anos de carreira
Sidney Mattos e Ivan Lins em festa de 50 anos de carreira

— Comecei a estudar piano com seis anos de idade, e na adolescência passei a tocar violão, que aprendi com meu primo Oscar, professor do instrumento na Casa Oliveira, aqui no Rio. Minha família tem alguns músicos, entre eles o talentoso pianista Luiz Avellar, que está morando em Portugal — conta Sidney.

— Fui mudando de instrumentos, toquei guitarra, fiz coro. Meu primeiro trabalho profissional foi em 1968 como guitarrista em um conjunto de baile, e com 18 anos de idade passei a frequentar a casa do doutor Aluízio, onde conheci o Ivan Lins, Aldir Blanc, Gonzaguinha, e muitos outros artistas, e criamos o MAU  — Movimento Artístico Universitário — recorda.

O MAU foi um movimento artístico-cultural que aconteceu na década de 1970, e tinha como ponto de encontro a casa do médico psiquiatra Aluízio Porto Carreiro, situada na rua Jaceguai, 27, Tijuca. Além de médico, Aluízio havia atuado como instrumentista no Cassino da Urca, e na Rádio Mayrink Veiga, nas décadas de 1940/50

— A partir do MAU minha carreira como músico profissional começou a deslanchar. Sou um pouco mais novo do que o pessoal da Bossa Nova, Tropicália, mas, na minha época ainda tinham muitos festivais e participei de vários, entre eles o Festival da Canção, o Festival da Jaceguai, e também atuei bastante como músico na noite, tocando em clubes — relata.

— Como músico acompanhante toquei bastante tempo com o Gonzaguinha, e fazia sua direção musical, com o Ivan Lins, Jorge Ben, Evinha, Quarteto Forma, e gravei com uma infinidade de artistas, tocando violão, também fazendo coro. Em 1973 decidi parar de tocar com artistas para desenvolver minha carreira solo, então, como músico e compositor participei de vários movimentos aqui no Rio — conta.

— Atuei em shows totalmente independentes ao lado de músicos como Jards Macalé, Marisa Gata Mansa, e muitos outros, para que mais pessoas pudessem entrar em contato com esse tipo de expressão artística. Atuava principalmente nos shows que aconteciam na Sala Funarte, envolvendo pessoas famosas e não, uma coisa que é muito interessante no Brasil e que atualmente se perdeu um pouco — diz.

— Em 1977 fui para a Europa e trabalhei bastante, entre outros, acompanhei a Tânia Maria, uma cantora e pianista maranhense que faz muito sucesso por lá. Fiquei três anos morando na Europa e viajando, fui para a Índia, inclusive, lá gravei um CD ao vivo. E bem no meio disso tudo, saindo um pouco dessa área de músico profissional e indo para a formação acadêmica, fiz um curso de musicoterapia — relata.

A  segunda parte do tempo

Por conta da carreira solo Sidney perdeu um pouco o contato com os artistas com quem trabalhou, entre eles, Ivan Lins, um dos mais queridos. Porém, em outubro passado um reencontro no palco com Ivan, após 45 anos, marcou uma nova fase da sua carreira, juntamente com o lançamento do seu CD “A segunda parte do tempo”.

— Desde que nos conhecemos já tivemos um contato mais próximo, e participei da sua banda assim que ele começou a fazer sucesso. Frequentava a sua casa e lá fiz uma uma música que ele gravou, chamada  “Hey você”. Fiquei trabalhando com o Ivan, fazendo shows por todo o Brasil até 1973 — lembra Sidney.

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