De Karl Marx ao Marxismo: Luta de classes, luta de duas linhas e linha de massas (Parte XI)

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  1. A Lei Anti-Socialista e a Carta Circular de Engels e Marx 

A publicação do Anti-Dühring foi, portanto, uma importantíssima conquista da esquerda e uma continuidade da Luta de Duas Linhas travada por Karl Marx, em sua Crítica ao Programa de Gotha, em 1875. No entanto, como vimos, o resultado dessa luta ideológica não foi imediato: no Congresso de Gotha, as críticas de Marx não foram aprovadas; e em 1877, em outro congresso do Partido, a direita por pouco não conseguiu impedir a continuidade da publicação dos fascículos do Anti-Dühring na imprensa da Social-Democracia da Alemanha. Coincidindo com a publicação das últimas partes da obra de Engels e com sua edição em brochura foi promulgada na Alemanha a já referida Lei Anti-Socialista. A promulgação dessa lei abriu uma nova etapa na luta de duas linhas no Partido e num primeiro momento fortaleceu a linha oportunista de direita que passou a pregar abertamente a capitulação e a liquidação do Partido. O papel de Marx e Engels, sobretudo de Engels, foram decisivos para a derrota da linha de direita e o fortalecimento da linha de esquerda. 

A promulgação da Lei Anti-Socialista pelo governo de Bismarck foi um marco no aprofundamento das posições direitistas e reacionárias do “chanceler de ferro”. Do ponto de vista econômico, a Lei correspondia à uma política mais ofensiva do Estado alemão de medidas protecionistas, conquistas coloniais e expansão externa. As medidas protecionistas visavam a defesa do mercado interno dos latifundiários, os junkers, frente à concorrência com os produtos agrícolas mais baratos do USA. Essas medidas agravavam diretamente as condições de vida do proletariado da Alemanha e como medida preventiva diante do agravamento da luta de classes o governo alemão tramou para aprovar uma lei que colocasse a Social-Democracia na ilegalidade. 

Luta de classes, luta de duas linhas e linha de massas

O pretexto utilizado para a aprovação da Lei foram os dois atentados contra o imperador austríaco, Guilherme I, ocorridos nos meses de maio e junho de 1878. Associando os atentados à Social-Democracia e alarmando a opinião pública sobre o “perigo vermelho”, Bismarck dissolveu o parlamento e convocou novas eleições. Na nova composição parlamentar havia se fortalecido as posições reacionárias. Isso facilitou para que, no dia 19 de outubro de 1878, fosse aprovada a Lei Anti-Socialista, por 221 votos a favor e 149 contra. Ficavam, então, proibidas, por um prazo de três anos, as organizações socialistas e as organizações sindicais operárias, os órgãos de imprensa, as reuniões públicas ou a propaganda de qualquer campanha socialista. As autoridades municipais podiam, também, decretar um estado de sítio parcial durante o qual todas as reuniões só poderiam acontecer com prévia autorização policial. Estava proibida a difusão de jornais em locais públicos e as pessoas consideradas suspeitas poderiam ser desterradas com suas famílias. 

Em 1878, o Partido Social-Democrata da Alemanha, apesar de decaída a sua qualidade revolucionária, possuía uma considerável força política organizada. O Partido contava então com 32.000 membros ativos, com 40 órgãos de imprensa de amplo alcance entre as massas operárias. Nas últimas eleições o Partido havia obtido meio milhão de votos e elegido 12 deputados para o parlamento. 

Essa força orgânica, esse peso entre as massas, não foram no entanto suficientes para que predominasse uma linha revolucionária em sua direção. Frente a Lei Anti-Socialista a posição da linha oportunista de direita foi vergonhosa. Ainda durante as discussões do projeto de Lei no parlamento, o Comitê Central Eleitoral de Hamburgo, que desempenhava as funções de direção central do Partido declarou-se dissolvido e defendeu que as organizações partidárias locais fizessem o mesmo. Bebel foi contra essa decisão, mas Liebknecht, como deputado do parlamento, declarou, após a aprovação da Lei, que o Partido a respeitaria. O predomínio de posições capitulacionistas por antecipação e de rendição eram expressão do baixo nível ideológico do Partido, fato que havia se agravado depois da unificação com os lassallianos. 

Dirigentes comunistas experientes, como Marx e Engels, não se assustaram com esta modificação abrupta na condição da luta de classes na Alemanha. Afinal, fora em uma condição semelhante que a Liga dos Comunistas havia atuado, nos anos de 1848-1852, em sua luta pela revolução democrática na Alemanha. Marx e Engels haviam enfrentado justamente a ilegalidade e a expulsão de sua pátria. Para eles o que estava ocorrendo não representava nenhuma novidade nem motivo para desespero, ao contrário: 

“O movimento socialista não pode ser asfixiado amordaçando-o. Pelo contrário, a lei contra os socialistas... completará a educação revolucionária dos operários alemães (...).” (Engels, A lei de exceção contra os socialistas alemães, negrito nosso) 

Diante da ilegalidade do Partido, Engels e Marx começam a defender a necessidade da organização de um órgão de imprensa do Partido, que fosse editado e impresso no exterior para ser enviado clandestinamente para o território alemão. Uma intensa correspondência de Engels com a direção do Partido Social-Democrata da Alemanha, ocupará o ano de 1879, de cujo tema central era a organização do jornal, nomeado Der Sozialdemokrat (O Socialdemocrata), e particularmente a questão fundamental da composição de sua direção. A direção do Partido havia indicado o social-reformista Höchberg para a direção do jornal, contra o qual Marx e Engels, por correspondência, protestaram de forma veemente. 

Em setembro de 1879, na revista científica dirigida por Höchberg, foi publicado o artigo “Retrospectivas do Movimento Socialista na Alemanha”, assinado por ele, Bernstein e Schramm. O artigo era um verdadeiro “manifesto” da linha oportunista de direita e constituía a posição direitista exposta da maneira mais explícita. O “trio de Zurique”, como ficou conhecido, era justamente o indicado para compor o comitê administrativo do Der Sozialdemokrat. A resposta de Marx e Engels, portanto, era urgente e necessária. 

Essa resposta veio sob a forma de uma Carta Circular, escrita ainda no mês de setembro, e enviada para o Comitê de Redação do Der Sozialdemokrat, em Leipzig, composto por Bebel, Liebknecht, Fritzsche, Geiser, Hasenclever, e Bracke, membro da fração social-democrata no parlamento. A carta foi escrita inteiramente por Engels, Marx leu e a aprovou assim que chegara de uma viagem para tratamento de saúde no balneário de Ramsgate. A carta foi, então, assinada por ambos. Esse documento histórico constitui um importante material da luta de duas linhas contra as posições reformistas, talvez essa seja a última grande luta antes das posições burguesas se verem forçadas a adotar, predominantemente, a forma revisionista, por ser a mais perigosa, na luta interna dos Partidos Comunistas. 

Na Carta Circular, Engels retoma alguns trechos do artigo do “trio de Zurique” que demonstram sua evidente defesa do lassallianismo, e a condenação explícita a todos os posicionamentos de esquerda do Partido ao longo de sua história. A defesa internacionalista feita pela Social-Democracia da Alemanha à Comuna de Paris, num difícil contexto interno, pois a França estava em guerra contra a Prússia, foi considerada pelos oportunistas como uma posição unilateral e que afastava os elementos progressistas da burguesia. Na verdade, o que havia era uma defesa da retomada do projeto burguês de Lassalle, de um partido operário só de nome, mas que no fundo defendesse a união com a burguesia. Engels relembra que a luta contra essa posição já havia sido vencida em 1847, no Congresso da Liga dos Justos, que alterara o nome da organização para Liga dos Comunistas e susbtituira o seu lema: “Todos os homens são irmãos” por “Proletários de todos os países, uni-vos!”. 

A linha de direita argumentava que o partido não podia ser um “partido unilateral”, apenas de operários, mas que devia buscar membros entre as camadas mais esclarecidas da sociedade, pois só esses conseguiriam representar a classe operária no parlamento. Engels retoma então os estatutos da Internacional no qual: “formulamos o grito de guerra: a libertação da classe operária tem de ser obra da própria classe operária”. Retoma também o Manifesto do Partido Comunista, no qual discute sobre o ingresso de indivíduos oriundos de outra classe social no partido do proletariado seguindo determinadas condições: 

“Se essas pessoas de outras classes se juntam ao movimento proletário, a primeira exigência é a de que elas não tragam consigo nenhuns restos de pré-juízos burgueses, pequeno-burgueses, etc, mas se apropriem com franqueza da maneira de ver proletária. Aqueles senhores, porém, como ficou provado, estão completamente cheios de representações burguesas e pequeno-burguesas.” (Engels, Carta Circular) 

Engels caracteriza assim a posição do “trio de Zurique”: 

“São os representantes da pequena burguesia que se anunciam, cheios de medo de que o proletariado, compelido pela sua situação revolucionária, possa ‘ir demasiado longe’. Em vez de oposição política decidida - mediação geral; em vez de luta contra o governo e a burguesia - a tentativa de os ganhar e de os persuadir; em vez de resistência obstinada contra os maus tratos de cima - submissão humilde e admissão de que se tinha merecido o castigo. Todos os conflitos historicamente necessários são interpretados deturpadamente como mal-entendidos e toda a discussão termina com o protesto: no principal, estamos afinal todos unidos. (...) É o mesmo para a luta de classes entre proletariado e burguesia. É reconhecida no papel, porque já não se pode negá-la; na prática, porém, é mascarada, apagada, amortecida. O Partido Social-Democrata não deve ser nenhum Partido operário, não deve atrair sobre si o ódio da burguesia ou, em geral, de quem quer que seja; deve, antes de tudo, fazer uma propaganda enérgica entre a burguesia; em vez de dar peso a objetivos que vão longe, que assustam a burguesia e que, contudo, são inalcançáveis na nossa geração, ele deve antes empregar toda a sua força e energia naquelas reformas remendonas pequeno-burguesas que conferem à velha ordem da sociedade novos apoios e que, por esse fato, poderiam talvez transformar a catástrofe final num processo gradual, parcelar e o mais possível pacífico de dissolução.” (Engels, Carta Circular, negritos nossos) 

Engels denuncia um procedimento que se tornaria típico do revisionismo: reconhecer a luta de classes no papel porque já é impossível negá-la, mas para a mascarar, apagá-la e não para a impulsionar como motor da história que de fato é. Engels, também, com muita perspicácia agarra o argumento que depois seria desenvolvido por Bernstein, a partir de 1896, de que “o movimento é tudo, os objetivos não são nada”. Será contra esta consigna revisionista que o camarada Lenin irá atacar o economicismo menchevique em sua grande obra Que fazer?. É isto que Engels enfatiza quando o “trio de Zurique” defende não dar tanto peso “aos objetivos que vão longe”. Ora, isso é o contrário do que apregoa o Manifesto do Partido Comunista, quando em sua conclusão afirma que: “Os comunistas não se rebaixam a ocultar seus objetivos e seus fins, proclamam abertamente... (...).” E será na Carta Circular que a definição da luta de classes como motor da história aparecerá assim, pela primeira vez, sintetizada: 

“Desde há quase 40 anos que pusemos em evidência a luta de classes como a força motora da história e, especialmente, a luta de classes entre a burguesia e proletariado, como a grande alavanca do revolucionamento social moderno; é impossível, portanto, acompanharmos com pessoas que querem riscar esta luta de classes do movimento.” (Engels, Carta Circular, negrito nosso) 

E a carta conclui com o seguinte ultimato ao Comitê de Redação do Der Sozialdemokrat: 

“Não podemos, portanto, acompanhar com pessoas que abertamente afirmam que os operários são demasiado incultos para se libertarem a si próprios e que só a partir de cima têm de ser libertados, por grandes e pequenos burgueses filantrópicos. Se o novo órgão do Partido tomar uma atitude correspondente às opiniões daqueles senhores, for burguês e não proletário, não nos resta senão, por muita pena que isso nos faça, declarar-nos abertamente contra e romper a solidariedade com que, até aqui, face ao estrangeiro, temos representado o Partido alemão. Esperamos, contudo, que não se chegue até aí.” (Engels, Carta Circular) 

O ultimato de Engels, referendado por Marx, surtiu efeito, e em outubro de 1879 a direção do Partido retirou de Höchberg a responsabilidade do jornal Der Sozialdemokrat. Essa foi uma primeira vitória da esquerda, mas ainda precária. Como base deste avanço da esquerda estava o trabalho do camarada August Bebel que, uma vez mais, demonstrava o seu grande talento organizador e se colocara na vanguarda da luta contra o liquidacionismo. Em novembro de 1878, imediatamente após a aprovação da Lei Anti-Socialista, Bebel iniciou a organização do Comitê Central de Ajuda, que em pouco tempo se tornaria o comitê partidário responsável por todo o trabalho ilegal dentro da Alemanha. Em 1913, em um artigo em homenagem a esse camarada, Lenin disse que: “Bebel mostrou [no período após a Lei Anti-Socialista] ser o verdadeiro chefe do Partido.” Mesmo na clandestinidade, graças a este trabalho subterrâneo, o Der Sozialdemokrat contava com 10 mil assinantes. 

Em agosto de 1880, ocorre na Suíça o Congresso do Partido. Nesse Congresso, como resultado da Luta de Duas Linhas vanguardeada por Engels e o trabalho organizativo dirigido por Bebel, há uma primeira vitória mais significativa da esquerda. Essa vitória era a primeira em cinco anos de avanço da linha oportunista de direita, que crescera desde o Congresso de Gotha, em 1875. No Congresso de 1880, ocorre uma importante, ainda que restrita, revisão do Programa partidário. O trecho que dizia que o Partido procurava alcançar os seus objetivos “por todos os meios legais”, a palavra “legais” foi cortada. Retomava-se a tradição revolucionária da Liga dos Comunistas e criavam-se as condições para a importante aprendizagem do manejo do trabalho legal e ilegal. 

Em dezembro de 1880, Bebel vai a Londres e se encontra pessoalmente, pela primeira vez, com Marx e Engels. Junto a ele estava Bernstein que havia se afastado das posições reformistas e passara a defender uma linha marxista. Em acordo com Marx e Engels, Bernstein assume a direção do Der Sozialdemokrat e, de fato, imprime um conteúdo melhor ao jornal. Depois de se assegurar que a direção do jornal havia se estabilizado em uma posição de esquerda, no final de 1881, Engels passa a colaborar periodicamente com o jornal do Partido e a exercer uma influência cada vez maior em sua linha. O fato de Bernstein ter assumido depois uma posição revisionista, após a morte de Engels, só serve para nos comprovar que o oportunismo em sua forma revisionista é o perigo principal para a linha revolucionária e contra ele todos os comunistas devem estar cotidianamente vigilantes e dar-lhe combate implacável. 

O principal, no entanto, é que a luta de duas linhas travada com a Carta Circular foi extremamente positiva e derrotou parcialmente as posições da direita. Iniciou-se, no período da Lei Anti-Socialista a contra-ofensiva da esquerda dentro da Social-Democracia. Essa contra-ofensiva só foi possível graças aos esforços de Marx e Engels, graças a elaboração de grandes obras como: Crítica ao Programa de Gotha (1875), Anti-Dühring (1878), e Carta Circular, (1879). Como previra Engels, a Lei Anti-Socialista completara a educação dos operários alemães; como sistematizaria Lenin, o marxismo só se desenvolve em luta contra o revisionismo e todo o oportunismo. 

 

Conclusão: O desaparecimento físico de Karl Marx e os destinos históricos do marxismo 

Nesse momento de contraofensiva da esquerda na Social-Democracia de então, período de desenvolvimento  relativamente “pacífico” do capitalismo na Europa, quando as posições marxistas ainda não haviam ganhado a maioria das direções dos Partidos Operários que avançavam sua construção em seus países; nesse momento de véspera da batalha, o mais revolucionário dos corações do proletariado deixou de bater. No dia 14 de março, de 1883, sentado em sua cadeira de trabalho, aos 64 anos de idade, falecia o Titã do pensamento e ação do proletariado. Nesse mesmo dia, Engels escreveria aos camaradas alemães: 

“Ainda não posso pensar que esta cabeça genial tenha deixado de fecundar com os seus pensamentos poderosos o movimento proletário de ambos os mundos [Europa e América]. Aquilo que nós todos somos, somo-lo por ele; e aquilo que o movimento de hoje é, é-o pela atividade teórica e prática dele”. (Engels, Correspondência) 

Marx foi enterrado no cemitério Highgate, na mesma sepultura que um ano antes havia sido sepultada sua companheira, a revolucionária comunista Jenny von Westphalen Marx. O desaparecimento físico de Marx foi acompanhado por enorme comoção em todo o Movimento Comunista Internacional. De todos os países, foram enviados para Engels as mensagens de apoio e consternação diante de perda tão importante. O fundador da doutrina comunista deixava um legado extraordinário de uma obra científica monumental, elaborada mediante uma atuação de vanguarda na Luta de Classes, pelo combate implacável e sem quartel contra as posições burguesas e pequeno-burguesas no seio do movimento operário e por uma profunda ligação com as massas exploradas e oprimidas de todo o mundo. 

No entanto, a morte de Marx não deixou nem o marxismo, nem o Movimento Comunista sem uma direção. Ao lado de Marx, desde 1845, estava outro Titã do pensamento e ação do proletariado: Friedrich Engels, também fundador do comunismo, co-autor do inesquecível Manifesto do Partido Comunista. Mas Engels não foi apenas um fundador; entre os anos de 1850 à 1870, garantiu a manutenção financeira e logística do grande profissional da revolução: Karl Marx. Dedicou duas décadas na condução dos negócios de sua família, cumprindo isso como uma tarefa logística fundamental para que Marx pudesse dedicar-se integralmente na elaboração científica da doutrina comunista. Engels foi por isso obrigado, durante duas décadas, a interromper de modo recorrente sua produção teórica, mas nunca sua militância prática. 

Quando, em 1869, Engels conseguiu sua aposentadoria das atividades comerciais, ele entrou triunfante na casa de Karl Marx. Finalmente estava livre para retomar, na mesma intensidade que sempre desejou, sua atividade de dirigente comunista. Logo ingressa no Conselho Geral da Internacional, e em 1872 terá uma atuação de vanguarda na luta de duas linhas contra o anarquismo. Após a dissolução da Internacional, nos anos de 1873 e 1874, Engels escreverá uma série de 5 artigos denominada Literatura de Refugiados, nos quais trava luta contra o anarquismo, o blanquismo e o populismo. 

Diante do agravamento das condições de saúde de Marx, Engels assumiu cada vez mais a condição de vanguarda do Movimento Comunista Internacional. Podemos dizer que depois de 1875, da Crítica ao Programa de Gotha, o papel de Engels torna-se mais importante e ativo do que o de Marx para o movimento comunista. Não por acaso será ele o responsável pela sistematização do marxismo em suas três partes constitutivas, na grande obra Anti-Dühring; por isso será ele o autor da Carta Circular contra o liquidacionismo na Social-Democracia, luta que foi um ponto de virada no movimento revolucionário na Alemanha. 

Ainda com Marx vivo, Engels secundou sua chefatura e isso constituiu um grande trunfo para o proletariado internacional. Pois nos anos seguintes à morte do grande fundador, será tarefa de Engels a publicação do Livro Segundo de O Capital, em 1885. Serão os anos de publicação de obras tão caras à doutrina do comunismo como A Origem da Família, da Propriedade Privada e do Estado, em 1884; de Ludwig Feuerbach e o fim da filosofia clássica alemã, em 1886; da reedição de várias obras de Marx desconhecidas das novas gerações; da publicação do Livro Terceiro de O Capital, em 1894. Será o período em que o Partido Social-Democrata da Alemanha rejeitando o Programa de Gotha, assumindo pela primeira vez um programa autenticamente marxista, em 1891. Será o período que, em meio à duríssima luta de classes e acirrada luta contra o revisionismo, se daria duras lutas de duas linhas pela conformação do partido de Novo Tipo, através do qual e sob a chefatura do grande Lenin, triunfaria a revolução proletária, a Grande Revolução Socialista de Outubro de 1917. O leninismo, como elevação do marxismo à sua segunda e nova etapa de desenvolvimento, o marxismo-leninismo com que o proletariado da Rússia abriria uma Nova Era para a Humanidade, remarcando com ferro e fogo os destinos históricos do marxismo. Mais um gigantesco passo na Longa Marcha rumo ao luminoso Comunismo! 

 

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