Israel bombardeia Faixa de Gaza por mais de dez dias consecutivos

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A partir do dia 10 de agosto, o colonialismo sionista deu início a uma ofensiva militar contra a Faixa de Gaza que durou mais de dez dias consecutivos. Tanques, aviões e navios de guerra foram mobilizados para realizar dezenas de ataques contra vários pontos ao longo do território palestino que já enfrenta um cerco há mais de 12 anos por Israel e pelo Egito. As forças israelenses interromperam a passagem de bens essenciais e o fornecimento de combustível para dentro de Gaza e bloquearam sua zona costeira.

A pretensa “justificativa” para suas agressões foi, segundo o sionismo, uma retaliação aos incêndios causados nas terras no sul do território ocupado por Israel, em decorrência do lançamento de balões incendiários pela Resistência palestina na semana anterior, como forma de chamar atenção para a situação de Gaza e pressionar Israel a suspender o cerco em curso. Os balões, todavia, já eram respostas às agressões antecedentes de Israel.

O parlamentar Avi Dichter, ex-chefe do serviço secreto de Israel, o Shin Bet, e atual presidente do Comitê de Relações Exteriores e Defesa israelense, deu uma declaração conclamando uma agressão militar de longa duração contra a Faixa de Gaza. “Devemos nos preparar para essa [operação militar] para destruir a infraestrutura do grupo [Hamas]”, disse ele.

 A única usina sem combustível

O fechamento, no dia 11/08, da passagem de Kerem Shalom, que é a fronteira de importação para Gaza, levou à completa escassez de combustível e forçou a única usina elétrica de Gaza a suspender sua atividade. Os palestinos ficaram dependentes exclusivamente da energia fornecida por Israel, que fica limitada a quatro horas por dia, e as casas, empresas e hospitais precisaram recorrer a geradores para suprir a falta de energia, o que agrava os custos da eletricidade para uma população já empobrecida.

Os setores essenciais foram drasticamente atingidos pela falta de energia, como a área da saúde, por exemplo. As frequentes interrupções no fornecimento de luz colocaram em risco os pacientes em situação grave, nas Unidades de Tratamento Intensivo (UTI) e os mais de cem bebês recém-nascidos que estão em incubadoras nos hospitais de Gaza, além de ameaçarem o funcionamento dos equipamentos médicos elétricos, como os ressuscitadores e ventiladores.

Civis sob ataque aéreo

Durante as agressões mais recentes, foram relatadas dezenas de casos de sítios não-militares atingidos pelos bombardeios, como edifícios residenciais e terras agrícolas  nas localidades da cidade de Gaza, em Beit Hanoun, Rafah e em Deir al-Balah. No campo de refugiados de al-Shati, a oeste da cidade de Gaza, um míssil que acabou não detonando foi encontrado em uma escola primária. As aulas, que começaram recentemente nas escolas de Gaza geridas pela Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina (UNRWA), foram imediatamente suspensas. A área no entorno da escola em questão precisou ser evacuada enquanto peritos desmantelavam o míssil.

Crimes de Israel são injustificáveis

A “resposta” israelense, além de ser completamente desproporcional, uma vez que os incêndios jamais causaram vítimas, apenas estragos pontuais em plantações e terras agrícolas, trata-se de uma falsa simetria, pois a ofensiva do sionismo contra a Faixa de Gaza ocorre há anos, ainda que não haja qualquer ação da Resistência. O cerco à Gaza, por exemplo, foi imposto após a vitória do Movimento de Resistência Islâmica (Hamas) nas eleições parlamentares de 2006, e as brutais ofensivas de 2008, 2012 e 2014, que assassinaram juntas mais de 3,8 mil palestinos, partiram todas de Israel.

Essas agressões apenas aprofundam a crise vivida pelo povo palestino sitiado na Faixa de Gaza, uma gigantesca prisão a céu aberto, que enfrenta a falta de liberdade, a fome e a miséria, porém se recusa a curvar-se diante da violência colonialista de Israel, mantendo alta a luta pela libertação da Palestina.

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